Bombeiro tenta ajudar homem em shopping e sofre ofensas racistas, em João Pessoa

Foto: reprodução

Um Bombeiro que prestava serviços em shopping no bairro de Manaíra, em João Pessoa, foi vítima de ofensas de cunho racial, nessa terça-feira (08). O autor das ofensas, que se apresentou como auditor fiscal, foi detido e levado para a delegacia para esclarecimentos.

As ofensas aconteceram quando o profissional tentou ajudar um cliente que estava caído em um dos banheiros do local. De acordo com a vítima, o homem o chamou de “macaco” e “negrinho”. Ele contou que acionou a Companhia Especializada em Apoio ao Turista (Ceatur) e que o homem estava muito agitado, chegando a ser rude com os policiais que atenderam a ocorrência. Ele os chamou de “lixo”.

Um bombeiro que prestava serviços em um shopping de João Pessoa foi vítima de ofensas de cunho racial ontem (8). O caso aconteceu no bairro de Manaíra, após o profissional tentar ajudar um cliente que estava caído em um dos banheiros do estabelecimento. O autor das ofensas se apresentou como auditor fiscal.

Constrangido, o bombeiro que foi alvo dos insultos, disse que jamais imaginou que se sentiria como se sentiu após ouvir aquelas palavras. “É triste essa situação, nunca pensei que ia passar por isso. Em um shopping frequentado por pessoas de bom poder aquisitivo. É uma situação triste, eu até pensei que ficaria tranquilo diante de uma situação dessa, mas me deu uma tristeza em saber que em tempos atuais ainda existem pessoas que desqualificam pela cor”, disse.

O bombeiro relatou ainda que outras pessoas contaram que haviam sido vítimas desse tipo de crime. O suposto auditor fiscal pode responder por crime de Injúria Racial e desacato à autoridade.

Nas redes sociais, o bombeiro publicou uma foto de protesto: “Seja forte e corajoso, nunca abaixe a cabeça”.

O Código Penal, em seu artigo 140, descreve o delito de injúria, que consiste na conduta de ofender a dignidade de alguém, e prevê como pena, a reclusão de 1 a 6 meses ou multa.

O crime de injúria racial está previsto no parágrafo 3º do mesmo artigo, trata-se de uma forma de injúria qualificada, na qual a pena é maior, e não se confunde com o crime de racismo, previsto na Lei 7716/2012. Para sua caracterização é necessário que haja ofensa à dignidade de alguém, com base em elementos referentes à sua raça, cor, etnia, religião, idade ou deficiência. Nesta hipótese, a pena aumenta para 1 a 3 anos de reclusão.


Redação

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