Temer cita possibilidade de propor parlamentarismo para 2018


O presidente Michel Temer (PMDB) disse, nesta quinta-feira (3), que apesar de ser uma tarefa do Congresso, o governo pensa seriamente em apresentar uma proposta de revisão do sistema político eleitoral. Segundo ele, a reforma poderia incluir a adoção do sistema parlamentarista em 2018.

“Acho que não seria despropositado”, disse Temer.

O peemedebista afirmou ainda que tem ouvido em conversas a possibilidade de se levar adiante uma proposta que abranja fixação de cláusula de barreira e eliminação de coligações.

“Isso está no nosso horizonte [apoiar um debate sobre reforma política]”, disse Temer em entrevista à Rádio Band News.

Para Temer, o processo para tirá-lo do cargo, em sua avaliação sem motivo sólido, foi algo urdido e articulado, mas ele crê que conseguirá evitar. Ontem Temer conseguiu barrar, na Câmara, a abertura de investigação contra ele por corrupção passiva. A denúncia é apenas a primeira apresentada pela Procuradoria Geral da República. Temer ainda é suspeito de obstrução de Justiça e lavagem de dinheiro.

O pemedebista acredita ainda que denúncia, originada em gravação feita no âmbito de delação premiada da JBS por Joesley Batista, a quem Temer chamou de “ser imprestável”, não tem condições de prosperar.

“Quem lê a denúncia, qualquer estudante de Direito diz que a denúncia é inepta”. Ele acrescentou que, independentemente da natureza da gravação, se lícita ou ilícita, não há algo que o comprometa nos áudios.

Sobre a reforma da Previdência, Temer disse se sentir fortalecido para levar adiante a medida. Citou ter contado 285 deputados a seu favor na votação sobre a denúncia (quando recebeu 263), mas reconheceu que para aprovar a reforma da Previdência precisa de um total de 308.

“Muitos que votaram contra (ele próprio) são a favor da reforma da Previdência”, alegou.

Temer acredita, também, que se não houver a reforma, ainda que vagarosa, só haverá no futuro dinheiro para pagar funcionário público e a Previdência Social. Em sua avaliação, a revisão das regras do sistema previdenciário apenas combate privilégios.

“Vamos estabelecer uma reforma suave, tranquila, paulatina. Em 20 anos é que vamos ver reforma da Previdência implantada”, argumentou.





Da Redação com WScom

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