Depois de pisar em merda: PSDB admite que "errou" e gera novo alvoroço interno

A sigla tem quatro ministros no governo e uma cúpula dividida sobre participação



Serão 10 comerciais que já começaram a ir ao ar em cadeia nacional, chamando para o programa do partido, que será exibido no próximo dia 17, às 20h30. De antemão, já na chamada, se dá uma mea culpa, através de um texto que crava o seguinte: "O PSDB errou". O locutor inicia: "O PSDB acertou, quando criou o Plano Real". Uma atriz, então, aparece e adverte: "Mas, agora, errou". O locutor retorna: "Acertou quando optou pelas Diretas Já e anistia". Um ator volta e insiste: "Mas, agora, errou!". O locutor recorda: "Foi quem implantou os agentes de saúde". Outro ator repete: "Mas, agora, errou". Um último personagem é enfático: "O PSDB errou e tem que fazer uma autocrítica. Não adianta pedir desculpas". Se já havia um racha no partido, resultado de posições divergentes sobre o governo Michel Temer, o debate sobre a estratégia adotada sob o comando do atual presidente, Tasso Jereissati, gerou novo alvoroço interno.

 A sigla tem, hoje, quatro ministros no governo e uma cúpula dividida sobre essa participação. A votação da denúncia contra Temer realçou o racha na bancada, que votou metade a favor e metade contra o chefe do Planalto. Pelos VTs que passaram a ser veiculados, Tasso parece querer investir no resgate do partido, que nasceu de uma dissidência do PMDB, conhecido pelo fisiologismo, e, segundo seus próprios integrantes, anda esquecendo de parte das suas bandeiras. Os vídeos sinalizam para o intuito de chamar o feito à ordem e resulta em uma lavagem de roupa suja, mesmo que seja em público, o que acarreta impacto ainda maior e deixa uma provocação aos tucanos.

Prazo para Pernambuco

Hoje, às 10h30, há reunião da executiva nacional do PSDB para debater o Congresso Nacional e o calendário das convenções partidárias municipais e estaduais. Essa definição, na visão de alguns tucanos, dará um norte para a situação de Pernambuco, cujo comando estadual passaria às mãos de Elias Gomes, mas o prazo para isso acabou esticado.

Resistência > 

Na Câmara do Recife, o vereador Ivan Moraes apresentou requerimento para a criação da Frente Parlamentar Contra a Reforma da Previdência. A proposta foi aprovada em plenário na segunda. A Frente terá um caráter suprapartidário. Além de Ivan, manifestaram interesse em integrá-la os vereadores Marília Arraes, Rinaldo Júnior e Jayme Asfora.

Dois pesos >

Sobraram críticas, ontem, no Congresso Nacional e o presidente Michel Temer acabou recuando da proposta de aumento do IR. Mas a superfície de atrito já havia sido ampliada. A intenção soou contraditória em relação à desoneração e ao perdão juros concedidos à bancada ruralista.

Duas medidas > 

"Há poucos dias, diante da votação do afastamento do presidente Michel Temer, o governo fez uma renúncia fiscal para comprar parlamentares da base ruralista. Foi uma renúncia fiscal de R$ 8 bilhões", critica Danilo Cabral.

Cheque especial >

E prossegue: "Uma semana depois vem falar em rombo das contas públicas e jogando a conta para a população. Já tinha lançado imposto sobre o combustível. Agora, quer jogar, sobre as costas da classe média, a elevação do IR".

O jeito >

Muitas vezes cobrado justamente pelo estilo reservado e pouco afeito a vaidades que o poder, em geral, impõe, Paulo Câmara foi felicitado nas redes, ontem, por aliados, com adjetivos que remetiam, exatamente, a isso. Fizeram coro: é esse estilo que tem deixado o Estado de pé diante da crise.







Por: Renata Bezerra de Melo, 





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