Vereador campinense diz que Passagem Molhada de Caraúbas baixou vazão d'águas no Açude de Boqueirão



Em entrevista na manhã de hoje (20), na Rádio Correio, o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, Márcio Melo (PSDC), se posicionou contrariamente a possibilidade de qualquer construção que venha barrar a passagem das águas da transposição do Rio São Francisco no Rio Paraíba. Melo considerou que a construção da Passagem Molhada em Caraúbas é responsável pela pequena quantidade de água que está chegando ao Epitácio Pessoa (açude de Boqueirão) já há vários dias.

Ele demonstrou preocupação sobre a possível ocorrência de novas construções de barramento nas águas da transposição e já pediu ao Ministério Público para tomar providências e evitar a repetição do caso.

“Não pode acontecer das cidades fazerem o barramento, começando por Caraúbas, de fazerem passagem molhadas. Ela diminui a força e o fluxo de água e ela vai se espalhar para outro local. O acréscimo de água em Boqueirão começou a diminuir. A partir do momento que faz o barramento se pode instalar uma bomba e puxar para outro local. Isso vai virar moda porque onde a água passar dentro de uma terra, eles vão dizer que, se fizeram em Caraúbas, eu vou fazer aqui também”, argumentou o vereador.

AESA diz que passagem molhada em Caraúbas não prejudica Boqueirão, mas prefeitura deveria ter comunicado sobre projeto

O presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes, comentou sobre a denúncia de que o prefeito de Caraúbas, Cariri do Estado, teria bloqueado a passagem do rio Paraíba para que não chegue água ao Açude de Boqueirão. Em entrevista na ultima segunda-feira, 17, João afirmou que já enviou equipes da Aesa para a cidade e que foi constada a construção de uma passagem molhada e que esta não impede a chegada de água em Boqueirão.
Porém, o gestor ressaltou que qualquer projeto desse tipo deve ser comunicado à Aesa, o que não aconteceu neste caso em específico, e que o órgão está tomando todas as providências para saber de esta obra foi bem executada.

João ponderou também que houve uma redução drástica na vazão das águas que chegam a Monteiro e que já notificou o Ministério da Integração.

"Fomos informados que estava sendo feita uma passagem molhada sobre o rio Paraíba em Caraúbas. Desloquei para lá uma equipe e pedi o apoio da Polícia Ambiental, onde foi feita toda documentação. O nosso engenheiro nos disse que a passagem molhada não está impedindo a passagem das águas do rio São Francisco. Se houver qualquer dano, a obra será removida. O que acontece é que houve uma diminuição na vazão que está chegando a Monteiro. Está chegando a Monteiro apenas 3,2 metros por segundo e nós já chegamos a receber 7,8 metros por segundo", comentou.

Fernandes ponderou também que a diminuição da vazão se deve à manutenção feita pelo Ministério dos canais e estações elevatórias da transposição.

Mas qualquer leigo pode observar que a forma da passagem que foi construída, diminui sim o caminha das águas, o normal seria construir uma ponte com a parte de baixo totalmente aberta, ai sim, não prejudicaria em nada. Mas com apenas 4 canos para defluxo das águas, logico que prejudicar a possibilidade do fim do racionamento em Campina Grande, como nas 18 cidades que são abastecidas pelo Açude de Boqueirão.







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