Reitor explica o não retorno dos substitutos às atividades na UEPB e defende união das forças para fim da greve


O reitor em exercício da Universidade Estadual da Paraíba, Flávio Romero, falou nesta segunda-feira (10) sobre a decisão tomada ontem (9), junto com representantes dos professores substitutos, Comando de Greve e Diretório Central dos Estudantes. A decisão é que os professores substitutos não voltarão às aulas nesta segunda, contrariando o que estava previsto. O reitor alegou que a decisão busca preservar a instituição de conflitos internos diante de um “novo cenário político” e busca unir as forças internas da universidade para por fim à greve que já completa três meses.

Segundo Flávio Romero, na última semana, houve disponibilidade do Governo do Estado em negociar com os professores da UEPB caso a greve terminasse e o retorno de parte dos substitutos, agora, “poderia criar um cenário desfavorável”.

“Não se trata de recuo. Foi uma opção estratégica de priorizar a harmonia institucional. Percebemos que todo esse movimento de conflito que se desenhava  iria prejudicar a instituição. No entendimento da reitoria é importante que a gente tenha como defesa de princípio maior a própria instituição. Há um momento político que se acena. As entidades estão ultimando as conversas com o governador, e neste sentido houve fala do governo dizendo que voltaria a negociar se acabasse a greve. Também entendemos que esse retorno para atividades acadêmicas poderia prejudicar alunos que moram fora”, explicou.

Durante a reunião, na tarde deste domingo, ficou decidido que os professores substitutos vão se mobilizar os alunos, junto com o Comando de Greve para unir forças e realizar uma última mobilização para o final da greve.

“Nosso entendimento é que essa greve não tem mais como se arrastar. Quem está a frente precisa entender o momento político e não pode tomar decisões que venham a prejudicar a imagem da instituição. A greve se arrasta por 90 dias com prejuízos irreparáveis para os alunos e o cenário político acena para uma possibilidade de retomada das aulas. Então neste momento precisam unir forças internas para por fim à greve. É uma estratégia de fortalecimento para evitar conflitos. Se temos como apostar numa conciliação interna no sentido de favorecer o fim da greve, não temos porque alimentar conflitos”, ressaltou o vice-reitor.

Flávio lembrou que os contratos dos substitutos serão renovados com o retorno das aulas e, caso não haja avanço nas negociações para por fim à greve até esta sexta-feira (14), haverá um novo diálogo com os substitutos.

As informações repercutiram na Rádio Correio.





Da Redação




Nenhum comentário

Aviso: Os comentários serão moderados...

Tecnologia do Blogger.