Grupo liderado por ex-prefeita comprou R$ 238 mil em joias com cheques sem fundo


Uma investigação do Ministério Público da Paraíba mostra que pesa contra o grupo liderado pela ex-prefeita do Conde, Tatiana Correia Lundgren, outras acusações além de corrupção no serviço público e ocultação de patrimônio. Ela é cobrada judicialmente pela compra de R$ 238.250,00 em jóias com cheques sem fundo. A operação lembra muito as imputadas contra o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), com a exceção que, no caso paraibano, o dinheiro nunca foi pago. E o pior: todos os cheques emitidos para o pagamento da dívida, sem o devido saldo, foram emitidos por acusados de envolvimento com outros negócios supostamente escusos cometidos pela ex-gestora.

A compra, de acordo com processo em tramitação na Justiça, ocorreu em maio de 2014. Na oportunidade, Tatiana Lundgren teria adquirido as jóias a um comerciante de João Pessoa. O valor total era de R$ 238.250,00. Para a quitação, ela forneceu um cheque de R$ 37,7 mil assinado por ela, dois de R$ 35 mil assinados por Francisco Cavalcante Gomes, ex-sub-procurador do município, e ainda R$ 130.750,00 em cheque assinado por Daysiane Ferreira Sousa, mulher de Clodoaldo Fernandes, suposto operador dos esquemas de lavagem e ocultação de valores na prefeitura do Conde, segundo investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

O problema é que o vendedor das jóias, ao tomar conhecimento de que os cheques não tinham fundo, fez cobranças pelo dinheiro. Apesar de não ter obtido sucesso, ainda foi alvo de ameaças. “Caso você me prejudique, Vamberto, eu vou até a delegacia prestar uma queixa e digo que os cheques foram roubados e nunca mais irei lhe pagar”, diz o relato do comerciante das jóias ao narrar o conteúdo de uma conversa com Clodoaldo Fernandes, marido de Daysiane. A ação tramita na Justiça em fase de embargos. A contenda judicial movida pelos comerciantes pede o pagamento integral da dívida e ainda R$ 50 mil por danos morais.

Crime no Conde

Em relação às investigações de crime no Conde, as investigações revelaram a suposta ocultação de R$ 3 milhões em patrimônio em poder do suposto grupo criminoso. A ex-secretária de Finanças da prefeitura, Andréa Soares da Silva, foi ouvida pelo delegado Alan Murilo Terruel, do Grupo de Operações Especiais (GOE).Ela contou detalhes dos supostos crimes e disse que ocultava imóveis para a prefeita. Ela prometeu colaborar com a Justiça. As investigações mostraram fortes indícios de desvio e apropriação de recursos públicos, lavagem de dinheiro, corrupção, peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, entre outros tantos crimes praticados pelos requeridos.





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