Funcionário da AeC passa mal durante atendimento no telemarketing e morre vítima de AVC, em JP


A Polícia Civil está investigando a morte do atendente de telemarketing da AeC, Rafael Pinto, de 25 anos, que passou mal durante atendimento a um cliente e morreu após passar quase uma hora para ser socorrido. O fato aconteceu na semana passada, mas só veio a público neste domingo (16). A PC investiga se houve omissão de socorro.

Funcionários disseram que Rafael trabalhava na empresa há poucos dias e começou a passar mal após atender a um cliente.

“Ele estava com a cabeça baixa e uma colega perguntou o que ele estava sentindo. Após relatar que estava com uma forte dor de cabeça, amigos o colocaram no chão e enfermeiras começaram a prestar socorro”, disse uma das funcionárias.

O Samu foi acionado, mas a atendente disse que não tinha como prestar socorro e indicou que o levasse em um carro particular.

Ainda segundo uma amiga de Rafael, a norma da empresa não autoriza que as pessoas do setor façam  o socorro, mas apenas o atendimento de saúde ou por ordem do superior.

“Ele estava tendo um AVC, mas a enfermeira do Samu não quis nem saber.  O supervisor pegou a chave do carro para poder levar ele para o hospital , só que a norma da empresa não permite que ninguém leve, pois caso aconteça algo com ele vai responder quem levou . Então a empresa deu um vale para pegar um táxi e poder levar ele pra o hospital. Só que teve que esperar alguém da família dele chegar. Sei que ele passou muito tempo para ser socorrido, demorou bastante, mas a gente queria fazer algo. Levaram ele para UPA, depois saíram da UPA e foram para o Trauma, mas quando chegaram lá Rafael já estava em coma. O tempo que a gente passou com ele na empresa, a gente fez os procedimentos que podíamos fazer. Rafael se queixava de dor, que não sentia mais os braços, de um lado, dizia que a cabeça estava formigando”, relatou a colega.

Da Redação com Portal do Litoral




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