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Em declínio político, Veneziano corre o risco de não se reeleger deputado federal





O deputado federal Veneziano Vital do Rego está vivendo um declínio político precoce. É certo que todo político tem seu prazo de validade e depois de alcançar o topo vem o declínio na vida pública. Natural. Mas Veneziano conseguiu se antecipar ao topo e hoje está fora do debate macro da política paraibana.

O Veneziano de hoje briga para se reeleger deputado federal, diferente do Veneziano de 4 anos atrás que chegou a comandar a oposição no estado e um dia sonhou ser governador da Paraíba.

Os erros foram diversos, e talvez o maior dele, o medo de passar 4 anos sem mandato, fazendo-o desistir de disputar o governo do Estado em 2014. Cássio entrou na jogada e a derrota de Veneziano era certa. Mas, dependendo da campanha, seria aquela derrota com gosto de vitória, onde o político sai maior do que entrou e se projeta para o futuro.

Meses depois Veneziano se aliou a Ricardo Coutinho e rasgou seu discurso de “verdadeira oposição”. Do dia para a noite RC passou de vilão a herói e a Paraíba não tinha mais problemas. Era uma mar de rosas. Gente como Veneziano age assim porque acredita que o povo não tem memória, mas tem.

Chegou 2016 e Veneziano tomou mais uma decisão errada e entrou na disputa contra a reeleição de Romero. Perdeu. E feio. Veneziano conseguiu a proeza de ter menos votos que na eleição de deputado federal, quando obteve 62.915 votos, 32% dos votos válidos. Para prefeito Veneziano conseguiu apenas 53.837 votos, 24% dos votos válidos.

Não aprendeu com a derrota de Cássio, em 2014, e saiu menor do que entrou. E com um agravante; sequer foi para o segundo turno. Ainda engoliu a seco a ingratidão de RC e do PSB, que preferiu lançar um candidato fraco do que ser recíproco e apoiar um aliado fundamental na vitória de 2014.

Dentre outros fatores, o péssimo resultado eleitoral de Veneziano foi intensificado pela traição a Lula e Dilma. Não que o eleitor campinense morra de amores pelos petistas, muito pelo contrário, mas rejeitaram o gesto de ingratidão de Veneziano, que em todas as eleições que disputou teve Dilma e Lula em seu palanque. E na primeira vez que Lula precisou Veneziano disse NÃO e votou SIM pelo golpe.

As peripécias do irmão Vital do Rego, na Lava Jato, suspeito de receber propina, também prejudicou a imagem de Veneziano, que sempre teve o irmão como mentor político.

A última esperança de Veneziano em continuar entre os “cachorro grande” da política estadual seria o apoio de RC para disputar a sucessão ao governo. Mas como o governador não confia nem na própria sombra, Veneziano ficou só na vontade.

A Paraíba esperava mais do seu mandato, mas se decepcionou com uma atuação simplória, sem bandeiras importantes e projetos de pouca relevância social. Não é um péssimo deputado, mas deixou a desejar. Faltou-lhe entusiamo e criatividade pra fazer diferente.

Em 2018, a disputa pela Câmara Federal promete ser a mais acirrada de todas e grandes nomes vão sobrar na curva.

Veneziano vai ter trabalho para se reeleger.

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