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Depressão: A hereditariedade que não convêm


Você é uma "pessoa normal",
Vive feliz, tranquilo,
De repente, a bipolaridade
Toma conta da sua vida.
Todo dia vence e é vencido,
O coração é atingindo,
O inferno passa a ter guarida,
No céu do seu psiquê.

Sua vida muda, e sem querer,
Você perde parte dos sentidos.
O pânico se torna um lençol,
Cobrindo a sua cabeça.
Antes que você não esqueça,
As ruas e as pessoas que lhe seguem,
Passam a ser um filme de terror.

Agora, todo mundo é seu inimigo,
Sair de casa não faz mais sentido,
O isolamento é o seu maior bem.
A razão da lógica e a lógica da razão,
Do teu peito está sumindo.
Tem extremos pesadelos, escuta voz do além,
Vê coisas que não faz sentido,
É uma vitima da hereditariedade
Do mal que que não convêm.

Antes era uma ser extrovertido,
Desinibido, eloquente,
Agora é mais um escravo,
Na lista dos deprimidos.
Durante o dia só tem gemidos,
A noite, é pesadelos que não passa na TV,
O seu maior medo,
É sumir sem ninguém ver!

A lista dos deprimidos
Não é o reino da loucura,
É a porta da fantasia,
Da agonia, da desventura,
Onde o maniqueísmo não atropela o mal e o bem,
Pois a hereditariedade não define,
A vida que lhe convêm.
.



Autor: Martins da Cachoeira 


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