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De volta ao Senado, Aécio deve articular apoio a Temer


Enquanto o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jerissati (CE), e deputados da ala mais jovem, grupo conhecido como “cabeças pretas”, defendem a ruptura do com o Palácio do Planalto, a volta de Aécio Neves (MG) ao Senado Federal tem sido visto pelos parlamentares que defendem a permanência do partido no governo, um momento para ganhar mais força.

De acordo com uma reportagem da Folha de S. Paulo, a volta do senador tucano ao exercício de suas funções políticas pode modificar o cenário. Tucanos contam com a possibilidade do senador mineiro retomar as articulações pela manutenção de apoio da legenda ao presidente Michel Temer (PMDB).

Alguns parlamentares da legenda já defendem também que Aécio reassuma a presidência do partido, da qual se licenciou em maio, quando foi afastado das funções públicas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No contrário, o senador Tasso e seus aliados já defendem pela antecipação de uma convenção da sigla para torná-lo presidente em definitivo. O que daria mais força para um maior rompimento entre tucanos e o PMDB.

Na última segunda-feira (26), o presidente interino do partido se queixou a aliados da atitude do líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), que apareceu ao lado de Temer em pronunciamento feito após ser denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por crime de corrupção passiva.

Aécio se reuniu com o ministro da Secretaria do Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), e o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) na tarde da última sexta-feira (30). Ainda de acordo com o Folha, ele também conversou com outros tucanos por telefone. Na próxima semana, a presença de Aécio é esperada, inclusive, no almoço da bancada do Senado, que acontece todas as terças-feiras. O senador mineiro também estuda fazer um pronunciamento na tribuna.

Entre os tucanos há um constrangimento sobre o comando do partido. Embora a bancada mineira e aliados de Aécio defendam seu retorno, um grupo teme que uma posição do senador em destaque possa contaminar o partido devido às acusações que pesam contra ele na Lava Jato e no caso JBS.




Folha de S.Paulo.

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