Vitalzinho citado na denúncia de Rodrigo Janot contra Temer


O ex-senador Vital do Rêgo Filho (PMDB), atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), é citado na denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer. O paraibano é relacionado pelo chefe da PGR, Rodrigo Janot, como um dos então senadores peemedebistas que receberam dinheiro da JBS para apoiar o PT nas eleições presidenciais de 2014.

De acordo com Janot, o PMDB ameaçava abandonar o PT na campanha pela reeleição de Dilma Rousseff quando entrou em ação o então ministro Guido Mantega, da Fazenda, que teria recorrido ao empresário Joesley Batista, o comandante da JBS-Friboi, para arranjar uma grana que pagasse o apoio peemedebista a partir de ‘doações’ a determinados senadores, entre eles Vital Filho.

Veja a seguir trechos da denúncia de Janot contra Temer, nos quais aparece a citação ao nome do político paraibano que renunciou ao mandato de senador da República para assumir o cargo vitalício de ministro do TCU, para o qual foi nomeado pela Presidente Dilma em 19 de dezembro de 2014.

A denúncia de Janot

O PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, no exercício da função institucional prevista no art. 129, I, da Constituição de 1988, nos arts. 6º, V, e 43, VI, da Lei Complementar n. 75/1993 e no art. 24 do Código de Processo Penal, tendo em vista os fatos até aqui apurados no Inquérito 4483/DF, vem oferecer DENÚNCIA em face de:

MICHEL MIGUEL ELIAS TEMER LULIA
(…)
O montante espúrio de R $ 500.000,00, recebido por RODRIGO LOURES para MICHEL TEMER, foi viabilizado e repassado, após aceitação, pelo próprio RODRIGO LOURES, com vontade livre e consciente, unidade de desígnios e comunhão de ações com MICHEL TEMER, de uma oferta de valores que poderiam chegar ao patamar de R$ 38 milhões ao longo de aproximadamente 9 (nove) meses, prometido por JOESLEY BATISTA, por intermédio de RICARDO SAUD.
(…)
As provas trazidas aos autos reforçam a narrativa dos colaboradoresres de que em nenhum momento o destinatário final da propina era RODRIGO LOURES. A vantagem indevida, em verdade, destinava-se a MICHEL TEMER, a quem os colaboradores e o próprio RODRIGO LOURES se referem como “chefe” ou “Presidente”.
(…)
Afirma que em 2014 havia um risco de o PMDB não apoiar o PT, razão por que GUIDO MANTEGA entrou em contato com JOESLEY BATISTA a fim de que fossem feitos pagamentos a senadores do PMDB – EDUARDO BRAGA, VITAL DO REGO, EUNÍCIO OLIVEIRA, JADER BARBALHO, RENAN CALHEIROS e KATIA ABREU – para apoiar o PT na campanha presidencial de 2014. Esses pagamentos foram retirados da conta-corrente da propina para o PT decorrente dos negócios conseguidos com o BNDES por intervenção de GUIDO MANTEGA.
(…)
Brasília (DF), 26 de junho de 2017.Rodrigo Janot Monteiro de BarrosProcurador-Geral da República





Jornal da Paraíba

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