Uma tragédia anunciada: Prédio do antigo Cinema Capitólio, no centro de Campina Grande, pode desabar a qualquer momento!


O repórter fotográfico Cláudio Goes, postou fotos/denuncias fazendo um alerta sobre uma tragédia anunciada em pleno centro de Campina Grande, no prédio do antigo Cinema Capitólio, localizado no centro da cidade e que hoje encontra-se com sua estrutura física totalmente deteriorada.

A Prefeitura Municipal de Campina Grande apresentou o projeto de construção de um shopping aberto no local, mantendo o perfil e valor memorial e histórico do velho Cinema, mas a prefeitura acusou o governo do estado de intervir na obra por meio do Ipahep (Instituto do Patrimônio Histórico da Paraíba) que embargou a obra.

Em 2014, uma Comissão de vereadores visitou o prédio onde funcionou o Cine Capitólio. A iniciativa da visita partiu do vereador Antônio Alves Pimentel, que na época se mostrava estar preocupado com o que possa acontecer com o prédio, caso não sejam tomadas providências por parte dos órgãos responsáveis.

O diretor do IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) Aníbal Moura Neto; o presidente do Instituto de Arquitetura do Brasil/Pb, Fabiano Melo; presidente do CREA, Geraldo Magela; secretário de Obras, André Agra; secretário do Planejamento, Marcio Caniello; secretário da Cultura, Antônio Luiz Cabral; o Procurador Geral do município, José Mariz e ainda representantes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros  e da sociedade civil também estiveram presentes na visita, mas parece que essa gente caíram em amnésia e esqueceram d velho Capitólio.

Para o vereador Antônio Alves Pimentel, o objetivo da visita àquele local era obter dos representes dos órgãos presentes uma iniciativa providencial que resolva o problema do prédio (hoje resumido em quatro paredes). Ele alertou que caso as autoridades competentes não tomem providencias no sentido de manter a segurança da estrutura física, ele mesmo vai acionar a justiça para evitar que uma tragédia venha acontecer ali, pondo em risco a vida das pessoas que circulam ao redor do Capitólio, mas parece que a promessa dele era fruto do acaso, ou a Justiça não acatou o acionamento do vereador.

O secretário de Obras do município, André Agra, mostrou na oportunidade, para os presentes um pré-projeto de revitalização do local, com implantação de cinemas, praças de alimentação, salas de leitura, entre outras atividades. O mesmo estava sendo estudado pela PMCG. Segundo ele é meta da atual administração municipal resolver o impasse criado desde que o prédio foi tombado e desativado há mais de 20 anos.

Já o então diretor do IPHAEP, Aníbal Moura Neto defendeu uma reforma no prédio sem que perca a essência cultural e histórica já que o mesmo faz parte do patrimônio cultural da cidade. Ele disse ainda que desde de 2010 que a PMCG apresentou um projeto de reforma ao Instituto, o que foi solicitado algumas mudanças, mas até o momento não foram feitas e continua no mesmo estado, ou melhor, piorou mais ainda.

Por outro lado o diretor do CREA, engenheiro Geraldo Magela disse que a preocupação do órgão era com a estrutura física e alertou que se não tomadas providências, o prédio poderá vir a desabar, citando como exemplo o desabamento recente do prédio “Eldorado”, localizado na Feira Central. Ele informou ainda que o CREA estava sempre fazendo vistoria no local e informando a situação aos órgãos responsáveis pela manutenção do local, que o mesmo faz parte do patrimônio cultural da cidade. Ele disse ainda que desde de 2010 que a PMCG apresentou um projeto de reforma ao Instituto, o que foi solicitado algumas mudanças, mas até aquele momento não foram feitas, e até a presente data, não foi passado passado um pincel de cal.

Por outro lado o então diretor do CREA, engenheiro Geraldo Magela disse que a preocupação do órgão é com a estrutura física e alerta que se não tomadas providências, o prédio poderá vir a desabar, citando como exemplo o desabamento recente do prédio “Eldorado”, localizado na Feira Central. Ele informou ainda que o CREA está sempre fazendo vistoria no local e informando a situação aos órgãos responsáveis pela manutenção do local. Mas essa visita foi só midiática para cair nos holofotes da imprensa paraibana, pois nada foi feito.

Como comunicou Marcos Goes em seu perfil no Facebook, uma tragédia anunciada porque a cada dia, o velho prédio eleva a fragilidade, estando "com sua estrutura visivelmente comprometida, como mostra os tijolos corroídos pelo salitre, as ferragens das colunas expostas, tomadas pela ferrugem, infiltrações que já expõe os alicerces, o que ainda sobrou do prédio que foi o antigo Cine Capitólio, sem que as autoridades tomem uma providência".

Marcos critica o motivo em que a Prefeitura de Campina Grande, esteja amarrada por um questionamento esdrúxulo do IPAHEP, que embargou o que hoje é apenas escombros, de uma edificação que nada tem a ver com o real patrimônio histórico da antiga Vila Nova da Rainha.

Ele faz um apelo para que Emmanuel Sousa faça chegar essa postagem aos dirigentes do IPAHEP que parece que não anda no centro de Campina, nem acompanha o estado dos elementos que embargam, alegando que essa pendenga seja resolvida antes que ocorra uma tragédia. E que não terá sido por falta de aviso.

Goes alega que o Ipahep também embargou as obras da revitalização da Praça da Bandeira, mas a prefeitura 'passou por cima', e fez a reforma. Deveria fazer o mesmo com o Capitólio.

Com a palavra o governo do estado, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico da Paraíba...




Blog do Gari Martins da Cachoeira 
Com fotos e informações de  Cláudio Goes e Dirp/CMCG

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