Reitoria e docentes da UEPB fazem reunião, mas fim da greve segue indefinido

Comando de greve e reitoria da instituição discutiram reivindicações feitas pelos professores


O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Junior, e o vice-reitor da Instituição, Flávio Romero, receberam, na tarde dessa segunda-feira (26), representantes da Associação de Docentes (Aduepb) e do Comando de Greve da categoria para mais uma reunião que tratou de aspectos relativos à paralisação que já dura mais de dois meses. Durante o encontro, o reitor apresentou ao presidente da Aduepb, Nelson Júnior, uma carta compromisso, documento que contém questões assumidas e firmadas pela Administração Central com o objetivo de esclarecer assuntos que compõem a pauta de reivindicação dos docentes.

Dentre os apontamentos do documento, está o descarte da possibilidade do fechamento de campus na UEPB. Já sobre a redução de vagas para graduandos, ele também garantiu que essa possibilidade não existe, uma vez que de 2012 a 2016 quase mil novas vagas foram criadas na Instituição.

“Estamos, sem alarde, aumentando o quantitativo de alunos ingressantes, e os últimos cinco anos provam isso. Em 2012 ingressaram na UEPB 5.016. Esse número foi aumentando ano a ano e, em 2016, chegamos a marca de 6.011 alunos. A partir desses números oficiais, acredito que não é preciso dizer mais nada sobre esse assunto de redução de vagas na Universidade Estadual da Paraíba”, afirmou o reitor.

Em relação ao tema “reajuste salarial”, ele destacou que não compete à Reitoria discutir este assunto. “Sem essa capacidade de decidir, o debate torna-se inócuo, ao mesmo tempo em que quaisquer alterações na lei que impôs o bloqueio dos PCCRs é prerrogativa exclusiva do governo do Estado”, frisou Rangel.

Sobre a proposta de reabertura do Conselho Curador da UEPB, o reitor destacou que o órgão esteve inativo por mais de 20 anos, foi reinstalado durante o seu primeiro mandato e, portanto, não há necessidade de negociação sobre esse ponto. Já sobre da situação dos professores substitutos, Rangel Junior reiterou que os contratos obedecerão os ditames da legalidade.

“Não há contrato regular de 12 meses para substitutos. Os contratos continuarão obedecendo aos princípios normativos que determinam um prazo de até 12 meses, nunca uma espécie de no mínimo 12 meses”, destacou.

Por fim, sobre o ponto de pauta de reivindicações que se refere a comunidade estudantil, o reitor afirmou que essa negociação se dará exclusivamente com os representantes dos estudantes. Além do reitor e do vice-reitor da UEPB, também participaram da reunião a pró-reitora de Gestão de Pessoas, professora Célia Regina Diniz; e a pró-reitoria de Gestão Financeira, Giovana Carneiro.

O professor Flávio Romero, que a partir desta terça-feira (27) assume interinamente o cargo de reitor da UEPB, destacou que no que diz respeito ao orçamento para o exercício de 2017, a Administração Central não trabalha com a tese de disponibilidade de R$ 307 milhões, uma vez que, até o momento, esta cifra não existe materializada, como proposta do governo. Ele afirmou que, “caso venha a ser apresentada, discutiremos. Neste aspecto, o que existe de objetividade é a ação judicial impetrada pela UEPB, no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), contra o ato do governador, que visa tão somente assegurar a totalidade do repasse dos R$ 317 milhões, conforme devidamente aprovados na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017”, pontuou.





Portal Correio 





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