Nível de Carência: Pablo e a doença mental retratada na música


Semana passada comentei sobre a cantora Marília Mendonça, o cupido é gari e a desvalorização da mulher, hoje irei comentar sobre transtornos mentais revelado na música Nível de Carência, cantada por Pablo, o rei da sofrência.

A letra da música Nível de Carência cantada por Pablo, segundo o portal Letras.com, a composição da mesma seria de Flávinho Do Kadet, Magno Santanna, Mr.Galiza, Tierry Coringa, mas não vou entrar em detalhes sobre a composição, porém farei uma analise na mensagem transmitida e sobre o "eu poético"e sua personalidade doentia.

Partindo para lógica do poeta Fernando Pessoa, que diz:"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente", seguindo essa visão, podemos ver que quem fez a composição dessa música, talvez mesmo sem conhecer resumidamente a demonstração da Psicologia ou Psiquiatria, de como identifica um doente mental, uma vitima da depressão, um perturbado com "TOC" e grau de pré-esquizofrenia leve, pois o personagem apresentado é um cara decepcionado com a vida amorosa, que deixa os costumes naturais de praxe, devido as pertubações e transtornos mentais, desenvolvido diante da decepção por perder quem amava, que o compositor chama de 'Nível de Carência', que na verdade o verdadeiro nome não é 'Nível de Carência, o nome disso é internação urgente. O "eu poético", ou melhor, quem esteja nesse quadro retratado na música, deve procurar um psicólogo, um psiquiatra para se tratar, porque esse mal pode ser tudo, menos 'Nível de Carência.

Analise psicológica da música:

Nível de Carência ou nível de loucura?

Veja que o compositor inicia a composição alegando que seu nome mudou: "Meu nome mudou", afirma. Mas podemos ver que não foi seu nome que mudou, foi seu estado de saúde mental, pois logo após confirma a verdadeira mudança ao dizer:"Prazer me chamem de tristeza, sobrenome desamor". Percebeu, essa pessoa antes vivia uma vida normal, agora sobrevive na tristeza e desamor, tornando-se um ser depressivo, ante-social, que na rua é só coração, isto é, lembranças exageradas da ex-amada, motivadas por um sentimentalismo sem lógica de paixão descontrolada podendo levar ao suicídio, ou isolamento social, tendo como amigos a dor e a solidão, quando diz: "Na rua coração, divido apartamento com os amigos/ Que se chamam, dor e solidão." Ao ponto de entra no mundo do alcoolismo em busca de consolo, como quase todo depressivo procura achando que vai encontrar consolo ou revolver seus problemas, por viver isolado, não encontra alguém que lhe ajude a procurar tratamento psicológico ou psiquiátrico, podendo chegar a loucura ao súbito suicídio, como ocorre quase todos dias em nosso País . "Sem ninguém pra me amar, meu consolo é o bar/ Onde recarrego as lágrimas, que não param de rolar/ Sem ninguém pra dizer, como foi o meu dia/ Sem ninguém pra dividir, as tristezas e alegrias"

Notou que o eu poético  vive no "mundo da lua", chegando ao ponto de não fazer uma alta-analise de si, por não saber ver e conhecer como é o seu dia, estando assim, vivendo por viver.

Ele faz todo esse desabafo e finaliza tentando explicar os transtornos mentais gerados pelo desamor, "É que eu estou, num nível de carência/ Que se meu cachorro late, eu escuto eu te amo/ É que eu estou, passando trote pra mim mesmo/ Só pra ter a sensação, que alguém me ligou" A letra mostra que o personagem oculto, perdeu a  lucidez, passou a ouvir voz do além, achando que o latido do cachorro seria a ex-amada dizendo que o ama. Sem falar nos sintomas de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), que também é chamado de distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) ou Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC), pois diz que estaria passando trote pra ele mesmo só pra ter a sensação, que alguém ligou. Isso na verdade é revelação de esquizofrenia, TOC ou depressão já em estagio elevado que precisa de tratamento urgente e não entrar na bebedeira ouvindo uma música dessa que pode induzir a esses transtornos quem esteja passando por fase de separação, desamor chegando a entrar nesse 'Nível de Carência', que a Psiquiatria chama de doença mental.

Diante disso, vejo que todos nós temos um nível de carência em maior ou menor grau, isso depende de cada pessoa como saber passar por essa faze, que é gerada por decepções amorosa, não realizações de projeções de sonhos, perda de trabalho, por morte de amigos e parentes, perda de emprego ou objetos de valor, doenças incuráveis, quando alguém vitimas violência física ou psicológica (tortura) familiar ou urbana, mas o retratado na letra dessa música, é o caminho ou porta da loucura.

No tocante decepção amorosa, não não fique cantando "É que eu estou num nível de carência que se o meu cachorro late eu escuto eu te amo", parta pra outra, o coração humano é com o céu e o inferno, tem lugar pra mais um.

Não entre nesse nível de carência que leva ao suicídio, isso não é nível de carência, é nível de loucura, morra de amor, mas não morra por amor, procure tratamento médico.

Já como tratei de problemas mentais, em especial de transtornos obsessivo compulsivo, o portal Ufrgs retrata resumidamente uma visão sobre o TOC, para facilitar a identificação desse transtorno mental, reproduzo abaixo:

O que é o TOC e quais são os seus sintomas

Medos exagerados de se contaminar, lavar as mãos a todo o momento, revisar diversas vezes a porta, o fogão ou o gás ao sair de casa, não usar roupas vermelhas ou pretas, não passar em certos lugares com receio de que algo ruim possa acontecer depois, ficar aflito por que as roupas não estão bem arrumadas no guarda-roupa, ou os objetos não estão exatamente no lugar em que deveriam estar, são alguns exemplos de sintomas característicos  de  um transtorno: o transtorno obsessivo-compulsivo ou TOC e que são popularmente conhecidos como "manias" (de limpeza, de verificar as portas, de arrumação).

O que é o TOC

O TOC é um transtorno mental caracterizado pela presença de obsessões, compulsões ou ambas. As obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens indesejáveis e involuntários, que invadem a consciência causando acentuada ansiedade ou desconforto e obrigando o indivíduo a executar rituais ou compulsões que são atos físicos ou mentais realizados em resposta às obsessões, com a intenção de afastar ameaças (contaminação, a casa incendiar), prevenir possíveis falhas ou simplesmente aliviar um desconforto físico. No TOC os indivíduos procuram ainda evitar o contado com determinados lugares (por exemplo, banheiros públicos, hospitais, cemitérios), objetos que outras pessoas tocam (dinheiro, telefone público, maçanetas) ou até mesmo pessoas (mendigos, pessoas com algum ferimento) como forma de obter alívio dos seus medos e preocupações. São as evitações.

Os sintomas do TOC

Uma das características intrigantes do TOC é a diversidade dos seus sintomas (medos de contaminação/lavagens, dúvidas excessivas seguidas de verificações, preocupação exagerada com ordem/simetria ou exatidão, pensamentos de conteúdo inaceitável (violência, sexuais, ou blasfemos), compulsão por armazenar objetos sem utilidade e dificuldade em descarta-los - ou colecionismo). Um mesmo indivíduo pode apresentar uma diversidade de sintomas, embora geralmente exista um que predomine.

O diagnóstico do TOC

Para  que seja estabelecido o diagnóstico de TOC é necessário que as obsessões ou compulsões consumam um tempo razoável (por exemplo, tomam mais de uma hora por dia) ou causem desconforto clinicamente significativo, ou comprometam a vida social, ocupacional, acadêmica ou outras áreas importantes do funcionamento do indivíduo. Os sintomas obsessivo-compulsivos não podem ser atribuídos ao efeito fisiológico direto de uma substancia (p.ex. droga de abuso ou a uma medicação) ou a outra condição médica como doenças psiquiátricas, que também podem ter entre seus sintomas - obsessões e ou compulsões (por exemplo: dependência a drogas, comer compulsivo, jogo patológico). As obsessões e compulsões também  não podem ser consequência de doenças neurológicas.

Epidemiologia

Considerado raro até a pouco tempo, o TOC é um transtorno mental bastante comum, acometendo aproximadamente um em cada 40  a 60 indivíduos ou ao redor de 2,5% das pessoas ao longo da vida, ou ao redor de 1% em determinado momento. No Brasil, é provável que existam ao redor de 2 milhões de indivíduos com o transtorno. Seu início em geral é na adolescência mas, não raro, na infância. Os sintomas podem ser de intensidade leve, mas não raro são muito graves e até incapacitantes. O TOC tende a ser crônico, com os sintomas crescendo ou diminuindo de intensidade ao longo do tempo. Se não tratado pode acompanhar o indivíduo ao longo de toda a sua vida, pois raramente melhora espontaneamente. Leia mais...






Blog do Gari Martins da Cachoeira 

Nenhum comentário

Aviso: Os comentários serão moderados...

Tecnologia do Blogger.