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Filantrópica Marília Mendonça humilha Elba Ramalho


A cantora Marília Mendonça rebaixou a Srª cantora Elba Ramalho no show de ontem a noite no Parque do Povo, em Campina Grande/PB fazendo uma doação em dinheiro para uma entidade filantrópica na cidade.

A 'briga midiática' começou no inicio do período junino, as duas trocaram farpas pela imprensa após Elba dizer que Marília e os sertanejos estariam tomando espaço de artistas locais em festas de São João na Paraíba e outros estados do Nordeste.

Esse receio, contudo, passa longe de ser inédito. Aconteceu a mesma coisa quando o forró eletrônico começou a ganhar destaque e espaço nas festas juninas no fim dos anos 90. E no início dos anos 2000, a mesma reclamação foi repetida, mas dessa vez tendo como alvo o forró universitário, com bandas prioritariamente paulistas. Pouco tem a ver com preservar identidade e raízes.

O surpreendente, nesse caso, é Elba Ramalho, com tantas décadas de carreira, ainda se espantar com as mudanças no mercado e querer combater a renovação da música consumida no País. Como se o povão dependesse de conselhos paternalistas de especialistas sobre o que pode ou não ouvir.

Sertanejo e forró, hoje, formam na prática um mercado comum e até mesmo um som muito semelhante. Até ouvidos treinados mal conseguem discernir um do outro na atualidade. Não é à toa, que artistas como Wesley Safadão, Simone e Simaria e Aviões, que começaram como forrozeiros, hoje transitam bem nos festivais sertanejos e até já são considerados como artistas desse movimento.

E existe outro ponto desse discurso que supostamente defende a cultura nordestina que não faz sentido. Elba Ramalho, Alcymar Monteiro e outros representantes do forró insistem em dizer que as Festas Juninas têm um dono, que seria Luiz Gonzaga. E por isso, haveria obrigação do forró predominar.

Basicamente, o erro aí é não levar em conta que qualquer manifestação popular tem outros donos. Como o povo. E o povo hoje consome Marília Mendonça. E não Luiz Gonzaga. Não é bom e nem ruim. É apenas 2017. Ninguém quer ouvir Asa Branca para a eternidade.

Além do público, vale dizer, apesar de óbvio, que o poder público e a iniciativa privada estão por trás do financiamento desses eventos e têm interesse em transformá-los em referência para o turismo cultural e mercado publicitário.

Sendo assim, a rivalidade entre Caruaru e Campina Grande, que disputam não só o título de maior São João da Nordeste, mas do Brasil, foi ignorada na maioria dos discursos. As festas são muito importantes para a economia local. Em Campina Grande, onde Marília tocou, o evento movimentará este ano R$ 250 milhões (quase 4% do PIB municipal).

Além de impulsionar o turismo e o consumo durante um mês inteiro, gerou interesse do setor hoteleiro, que construiu dois novos hotéis na cidade para receber um público que cresce anualmente. Em Caruaru, 2,5 milhões de pessoas são atraídas ao município de 351 mil habitantes. Ao todo, são gerados 6 mil empregos diretos e indiretos na cidade. Em um momento de crise e taxa de desemprego que chega aos 15%, não é um dado que deve ser desprezado.

Não é à toa que os artistas mais populares da atualidade são contratados. Faz parte do negócio ser atraente. Mas representantes da cultura local não deveriam se incomodar tanto. Ao contrário do que vem sendo publicado por aí, ela não foi desprezada. A preservação da identidade resiste. Em Caruaru, das 400 atrações, 75% são locais. Já em Campina Grande, cada dia é liderado por grandes nomes da música pop nacional, mas garante espaço para várias atrações de forró quase na mesma proporção de CG.

Assim como festas de peão, eventos agropecuários, festas de Carnaval e festivais de pop rock, o headliner sempre será mais importante e a principal aposta para lotar as arenas, independente do estilo. Anitta toca em Salvador. Ivete no Rock In Rio. Mariah Carey em Barretos. Mas isso não exclui o espaço das bandas mais vanguardistas, tradicionais e inovadoras. Elas podem não ser protagonistas, mas não deixam de ser importantes para a pluralidade típica de um evento desse porte no Brasil.
Após a polemica entre Elba e Marília, venho a vez do Sr. cantor, Alcymar Monteiro, que criticou o a mistura do brega com o sertanejo, que batizou essa modalidade musical de "breganejo" no Maior São do Mundo e chamou indiretamente Marília de "galinha", que de forma machista disse que 'só quem canta no nordeste é galo'.

Mas Marília, ficou calada, respondeu com ações humanitária, mostrando seu lado filantrópico, coisa que muitos dos chamados 'cantores da terra' não mostram que tem.

Ela fez uma doação de R$ 100 mil para o Instituto São Vicente de Paulo e disse que vai se tornar madrinha (contribuinte) daquela entidade que acolhe muitos idosos, de Campina e região.

Além de calar os antes citados, ela desmoralizou o padre Fábio de Melo, que só veio aqui buscar dinheiro e não deu uma afiada esmola de R$ 2,00 a um mendigo, mas ela, fez questão de ajudar quem ajuda os nossos idosos abandonados no fim da vida.

Sei que se trata de jogo de marketing promocional, tanto da Elba que criticou o 'breganejo' no Maior São do Mundo, gerando uma polemica nacional e midiática, que eleva de forna gratuita o nome de Campina Grande e sua festa junina, como também vejo a doação como resposta de Marília Mendonça, em fazer sua doação no show, em pleno Parque do Povo, na presença de uma imensa multidão, visando apenas a promoção pessoal.

 O engraçado foi perceber na imprensa e redes sociais religiosos criticando a ação filantrópica de Marília, alegando que a mesma deveria fazer essa doação em segredo, como reza o Evangelho de Mateus no capítulo 6, versículos 1 ao 4, que diz assim: "Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial. Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará". As criticas foram porque ela levou ao palco uma ferira para faze doação na presença do público, entretanto, posso dizer que o Aposto Paulo escreveu em uma das suas epístola falando sobre as esmolas que levou para os cristãos na judeia, diante de uma reinante fome que pairava naquela época, logo em tocou trombeta e fez com que sua mão esquerda soubesse o que está fazendo a direita, seguindo essa lógica, não era para os padres cantarem no Parque do Povo ou nas romarias, pois o mesmo capitulo de Mateus fala sobre os hipócritas que se comprazem em orar em pé nas sinagogas para serem vistos. O importante é a consciência de cada pessoa que reza, ora, louva ou faz doações a quem precisa.

O ato de Marília não foi  de religiosidade para agradar nenhum Deus, ou desagradar o demónio, foi uma responta humana e profissional aos críticos da sua pessoa, em vir cantar no Parque do Povo, ela deu uma `surra de luva` em Elba Ramalho e no Sr. Alcymar Monteiro, que falam tanto de amor pelo nordeste e por Campina, mas nunca se viu falar que essa gente ajudaram um pedidor de esmolar em nossa cidade, entretanto, bem sei que a ajuda de Marília foi promoção pessoal, como faz Elba e outros que não sabem viver sem marketing permanente, precisam ser visto para está na mídia, mas a 'breganeja' calou com 'banho de cheiro' a forrozeira que canta frevo, ensinado a Elba o "B a Bá", dando nela um 'banho de lua', mostrando aos críticos que festa pública se faz com gente.

Mesmo assim, espero que todos os cantores, tanto os da terra como os de outro planeta, que seguam o exemplo da 'cantora breganeja', que não canta forró pé de serra, mas tem uma navalha bem afiada para cortar discurso tolo.



Blog do Gari Martins da Cachoeira 
Com informações de Helder Maldonado







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