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Elba Ramalho, Alcymar Monteiro e Cássio: o tempo não tem pena de ninguém

Por Milton Figueiredo 

O sucesso e, principalmente, a fama são ingredientes que transformam a vida de qualquer ser humano.

Quem teve a oportunidade de passar por uma superexposição na vida e gozar de alguma notoriedade, geralmente se acostuma e acha que aquilo tudo é para sempre.

Alguns tentam se agarrar até pelos cabelos desta situação, para não perder esta realidade, mas a vida não é bem assim!

Na polêmica instaurada pelas contratações de músicos sertanejos para o Maior São João do Mundo 2017, o nível das discussões despencou e já alcança as agressões pessoais.

Até concordo que possa ter havido um exagero no número de artistas que não cantam o que chamamos de forró autêntico, mas também é preciso entender que no palco principal do São João de Campina Grande, uma cidade que não tem outro grande  evento público com apresentações gratuitas, o povo mesmo se responsabiliza de lotar o Parque do Povo para assistir a atrações que não teria oportunidade em outro momento. Como Padre Fábio de Melo, sertanejos e/ou bregas.

Além do mais, acho que tem vários nomes do forró, sim, de peso, como Flávio José, Amazan, Ton Oliveira, Pinto do Acordeon, Capilé, Elba Ramalho, entre outros.

E nos outros palcos da festa, que são vários, é 100% pé-de-serra.

As pessoas não podem esquecer jamais que mesmo que se quisesse, não haveria como contemplar a todos os artistas que, devem ter na sua ARTE a vontade das pessoas consumirem, ouvirem, assistirem às suas apresentações. Se estes artistas não estão tocando nas playlists, nos CDs players, no Spotify, alguma coisa está acontecendo que eles também deveriam fazer, pelo menos, um mea-culpa.

Se as coisas saíram do controle, como sinalizaram Elba Ramalho e Alcymar Monteiro, por que eles não organizam a classe artística do nordeste com uma Associação, Federação, Fundação ou coisa parecida? Afinal, com a força cultural que eles acham que têm, e eu até concordo, eles poderiam ser os responsáveis por um grande marco na cultura nordestina. Não adianta chegar de última hora com agressões e discursos corporativistas, jogando pra uma galera, e ainda por cima contando com o tempero das declarações do Senador paraibano - Cássio Cunha Lima.

Aliás, bem que Cássio poderia encher os paraibanos de orgulho e romper de vez com Aécio Neves e o PSDB. O partido e o senador mineiro parecem estar mergulhados num mar de lama e o senador paraibano está meio perdido, sem saber nem o rumo que tomar para tentar recuperar o seu prestígio no estado da Paraíba, que lhe deu tudo na vida.


Opinião / Jornalista MILTON FIGUEIREDO




Fonte: Resumo PB




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