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Ao som de Jesus "Nordestino", banda evangélica vai festejar festa de São João da Igreja Católica?


Sobre ritmo de forró, com letras religiosa, uma banda de forró gospel vai se apresentar na noite de hoje no Parque do Povo, em uma festa alusiva e com culto ao santo Antônio casamenteiro.

A questão não é o ritmo, é o local, um espaço que é oferecido para festa profana, que os evangélicos que pregam contra o reinado do maligno, paganismo, mundanismo,  não se misturam com festas alusivas a santos, imagem de escultura da Igreja Católica em combate a idolatria e culto a santos e pai de santo.

Nas redes sociais, evangélicos pentecostais de igreja rígidas criticam essa mistura, ou melhor, paganismo gospel, evangélico cultuando festa profana..

Hoje é tudo misturado, ninguém sabe mais destingir o crente do católico. Só falta promover o ecumenismo e dividir a tesouraria do Vaticano com Edir Marcedo, Valdomiro, silas Malafaia, RR-Soares e outros de renome do tele-evangelismo.

Mesmo tendo historicamente um espaço paralelo dos evangélico, que antes era "Cantinho da Paz" e depois foi nominado de Cantinho da Benção, um evento gospel dento do Parque do Açude Novo, ha alguns anos anterior, cantores evangélicos vêm se apresentando no palco da festa junina. Só não sei informar se esses cantores gospel recebem cachê (R$) como os demais cantores, que muitos evangélicos chamam de"mundanos", que segundo jargão, cantam 'músicas do mundo'.

Os que defendem a participação de cantores evangélicos no São do Mundo, alegam que o Parque do Povo não é um lugar consagrado à Deus, que isso é  é fato, mas essa é uma oportunidade de espalhar o evangelho através da "Palavra Cantada", pois quem muda o ambiente é pessoa, e que a questão é seguinte: A participação de um cantor gospel não se comporte igual ao evento (farras, aplausos, idolatria a pessoa, fama,  e assim vai...), afirmam que devem pregar o arrependimento em amor. Que é preciso que alguém vá e leve à palavra que muda e transforma, sabe que muitas pessoas entraram naquele lugar e serão alcançadas pela palavra de Deus. Que não aceitar essa forma de evangelismo seria um ato de pura ignorância, porque Jesus pregou a palavra de Deus em vários lugares, no meio de todas as pessoas (ricas, pobres, santos, impuros...) mas, ele não se contaminou com o ambiente.

Nada contra religiosos na festa junina, até porque a festa de São João é de origem da Igreja Católica, porém vejo que seria bom abrir espaço para muçulmanos cantar músicas de louvor a Alá e seu profeta Maomé, não centralizar em católicos e evangélicos. Porque se o Estado é Laico e a festa do Maior São do Mundo é bancada com dinheiro público, e se essa onda de misturar festa profana com religiosidade-gospel colar, então a prefeitura devem abrir espaço para membros de outras religiões, como religiões afrodescendente poderem 'tocar macumba' no Parque do Povo pra católicos e evangélicos cantarem músicas em oferenda a Zé Pelintra, Pomba-Jira, exus, guias e orixás.

Se não permitem culto afrodescendente no São João de Campina Grande, então a prefeitura deveria contratar, pagando com o dinheiro do povo, o cantor Martinho da Vila, para cantar sua música 'Festa de Candomblé', da mesma forma que contrataram os Padres, Fábio de Melo e Reginaldo Manzotti para cantar musicas católica, então deveriam trazer Martinho da Vila para cantar essa música:

"Ô dai-me licença ê
Oi dai-me licença
Alodê yemanjá ê dai-me licença
Oi dai-me licença ê
Oi dai-me licença

Uma licença de zambi
Para cantar umas zuelas no toque de candomblé

Exu laroy é mojuba
Mojuba cojubata exu ajonagera, (laroyê exu)
Oi sete, oi sete, oi sete encruzilhada
Toma conta e presta conta
No romper da madrugada!
Ninguém pode comigo eu posso com tudo
Lá na encruzilhada ela é exu veludo
Pomba-gira jamukangê iaia o rerê
Pomba-gira jamukangê iaia o rerê

Ogunhê patakori aya megê (ogunhê)
Ogum oya, (patakori ogum)
Ogum oya é de mene
Ogum oya é de mene
Ogum de ronda é de mene
(Ogum oya ogum oya é mene)
Roxi mukumbi é de mene

Salve todas as nações do candomblé
Jejê, o ketu, nago e a minha angola

Aê, aê a minha angola
Aê, aê meu angola

Atotoó (atotoó)
Era um velho muito velho
Que morava numa casa de palha
Na beira da casa ele tinha
Velame mikisangue
Mikisangue velame
Do seu alangue
Ôoo abuate insumburê
Ôoo abuate insumburê
Insumburê Insumbo Nanguê
Insumburê Insumbo Nanguê
Insumba Insumbo guenda ê lembadilê
O comaió infitekita comaió
Insumbo guenda

Axé para todas as roças da religião afro brasileiras
Oni sia ure saul axé
Oni sia ure oberionon
Oni sia ure, saun laxé Babá
Oni sia ure, oberionon"

Se a PMCG abre o espaço religioso na festa profana, permitindo cantar músicas com letras cristocêntricas, por que não abre o mesmo espaço para tocar uma 'macumbinha' no Parque do Povo, para católicos e evangélicos dançar e cantar da seguinte forma:"Ninguém pode comigo eu posso com tudo/ Lá na encruzilhada ela é exu veludo", isso nunca vai acontecer porque o centralismo cristão e o preconceito e discriminação não deixa. Só pode os cristão, macumba não?

Acho que deveria aproveitar o Encontro da Consciência Cristã para promover essa 'misturada' religiosa, com músicas evangélica, católica  e de outras religiões já que recebem dinheiro público para promover evento religioso, mas só abre espaço para o catolicismo e protestantismo hodierno.

Se Martin Lutero estivesse vivo iria promover mais um reforma protestante.

Antes que venha se posicionar contra minha pessoa, acerca do comentário acima, achando que evangélico radical de igreja rígida, que e prega contra o 'reinado do maligno', mas estou bem distante do que Jesus pregou, o amor ao próximo, que não se combate o "inimigo" (satã) julgando as pessoas, pois só Deus pode julgar, acreditando que ele inclusive me julgará também. Pensando que preciso entender que os católicos não idolatram, mas respeitam e lembram dessas pessoas que chamam de "santos da igreja", que em sua passagem pela terra pregaram o evangelho e acima de tudo o amor sem distinção de credo ou religião, que assim como Jesus fazia, ao cuidar e realizar milagres em pessoas que estavam a margem da sociedade da época, fazendo tal falsa analise achando que ao contrário eu defendo a exclusão de pessoas que não são do meu credo, das graças e bençãos de Deus, que não venham me criticar me afirmando que Jesus esteve presente em lugares que eu chamo de pagão e "mundano",  que o Cristo estava no meio deles justamente para resgatar e mostrar o caminho que leva a salvação, que não importa o lugar mas o coração, com amor, sem ódio, desprezo e exclusão.

Primeiro, eu não sou evangélico, segundo eu não tenho credo porque sou agnóstico. Terceiro, falei o ponto de vista predominante das igrejas pentecostais, que pregam contra o envolvimento de evangélicos com o que chamam de "coisas do mundo". Falei de doutrinas, se muitos não conhecem é outra coisa.

Será que essa gente que defende essa união que chamam de evangelismo, ou misturada de músicas cristã no Parque do Povo, será que teriam a mesma opinião se tocasse musicas de macumba, cultuando os orixás, exus, Pomba-ira. Zé Pelintra e outras entidades de religiões afro-brasileira? Só os cristãos tem o direito de fazer proselitismo em evento bancado com o dinheiro do povo, de ateus, agnóstico, cismáticos, céticos e membros de outras religiões, que não são aceitas pela maioria de cristãos porque adoram e cultuam a outras dividades, deuses estranhos?

Martinho da Vila canta 'Festa de Candomblé'



Blog do Gari Martins da Cachoeira




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