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A "velha" Elba Ramalho: quando um erro de interpretação muda o foco da polêmica


Numa postagem dirigida a mim, na tarde desta segunda-feira, 5, a cantora Elba Ramalho deixa claro que, ao criticar a programação do São João de Campina Grande, apenas defendeu a música nordestina. Tudo bem.

O que mais me incomodou, contudo, foi a interpretação equivocada dela sobre uma expressão usada por mim no título da postagem. A expressão "velha" não teve, em absoluto, nada a ver com a idade biológica de Elba. Esse tipo de postura não faz parte de meu estilo e em nada engrandece quem a usa.

O termo foi usado, registre-se, apenas como um reforço de linguagem, um recurso de retórica para evidenciar que o estilo de sempre da cantora em emitir opiniões polêmicas continua vivo, pulsante. Foi o caso do debate sobre a transposição ou mesmo sobre questionamentos sobre cachês altos em anos anteriores. A Elba de sempre, o velho estilo dela e tal.

Para mim, que me mantenho como fã da artista e de sua carreira, uma trajetória que nos orgulha como nordestinos. E vou mais além: se existe uma artista que em nada a idade pesou é Elba Ramalho. Ao subir ao palco, a artista se transmuda. É um turbilhão de juventude, energia em profusão, vitalidade em grande escala. Simplesmente, um show de performance que deixa muitos jovens artistas embasbacados.

Reafirmo o que disse: o grande problema de origem nas críticas de Elba é a desinformação sobre o São João de Campina este ano. E, ao que parece, sobre o de Caruarú, que ela preservou, mas que também sertanejo e até o DJ Aloc na grade artística. Mas isso é outra questão. O fundamental, mesmo, é que considero salutar o embate das ideias, reafirmo minha postura de respeito e admiração da cantora que, em sua postagem-resposta, evidenciou seu lado espiritualizado e cheio de luz. É vida que segue...




Por Marcos Alfredo Alves


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