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A cultura nordestina, as festas juninas e o camaleão

Muitos defendem tanto o forró pé de serra, mas não pisa o pé no Parque do Povo pra ver os trios de forró se apresentar!

Confesso que essas musiquinhas de forró como o "breganejo" não faz muito o meu perfil musical, mas vejo que o que vale para uma festa popular é atrair turistas, são eles que investem e ajudam a aquecer a economia da cidade com a maioria da população que participam da festança.

Ou se inova para atrair turistas e pessoas de todo estado, ou morre como a Micarande morreu por falta  de gerenciamento administrativo.

Por isso vejo como positivo as mudanças na programação de eventos no Maior São do Mundo em abrir mais espaços para diversidade musical, assim vem mais turistas e atrai a juventude que não presam muito pelo conservadorismo da cultura nordestina que a cada ano muda de cor, como camaleão em perigo.

Para os que não sabem, a cultura muda com o efeito do tempo, mesmo prevalecendo os padrões culturais, a cultura de um grupo sofre mudanças sobre efeito de outro grupo. Assim como camaleão muda de cor quando muda de ambiente, os padrões culturais sofrem transformações, porque a cultura é semelhante ao ferro, assim como o ferro amola o próprio ferro, o homem muda sua cultura com o envolvimento de cultura de outros.

Engraçado é que um montem de hipócritas criticam as inovações que o prefeito Romero fez no perfil musical do São do Mundo, defendem o conservadorismo e manutenção de cantores da terra (forró pé de serra), mas quando alguns desses "cantores da terra" vão se apresentar no palco principal do Parque do Povo, só se ver um gato pingado,  nem os críticos de Romero aparecem para valorizar o que defendem. Entretanto, vemos o Parque do Povo super-lotado, apesar dos críticos que mesmo assim aparecem para assistir os shows dos breganejos, porque muitos defendem tanto o forró pé de serra, mas não pisa o pé no Parque do Povo nem no São João de Caruaru pra ver os trios de forró se apresentar! Ficam o tempo todo nas redes sociais vomitando criticas ao breganejo,  porém não querem assistir trio de forró pé de serra cantar nas ilhas de forró.

O Maior São João do Mundo de Campina Grande, como o São João de Caruaru só serviram para elitizar, atrofiar, modificar e capitalizar a cultura Nordestina, o tocante  as festas juninas, que antes era património de cunho familiar e povoado da zona rural, hoje é patrimônio de o Poder Publico local e de grande empresa de publicidade, shows e eventos. Isso gera receita e renda pra um bom numero de membros da sociedade que lucram com a profissionalização das festas. O exemplos e que outras cidades do Nordeste, tetam imitar Campina e Caruaru criando suas festas juninas com diversidades musical.

Machismo: Forrozeiro com inveja chama cantora 'breganeja' de "galinha"

O cantor Alcymar Monteiro chamou a cantora Marilia Mendonça de "galinha", disse que no Nordeste não canta galinha, quem canta é o galo. A revolta dele é porque em um show, Marlia criticou Elba Ramalho e Alcymar Monteiro por ter criticado a programação do Maior São João do Mundo, abrindo espaço pra vários ritmos musicais na festa junina.

Alcymar demostrou em audio divulgado nas redes sociais que a cultura nordestina não aceita o que ele chama de "breganejo" (brega + sertanejo) que é a mistura de forró sertanejo com letra de brega, ou melhor, sofrência sertaneja em ritmo de forró eletrizado que é a moda do momento.

O engraçado é que nos shows que ele faz não atraem 20% do numero de pessoas que atraem os shows dela. Para ter público ele precisa de uma atração de renome se não canta pra um "gato pingado".

Queria ver um show dele e dela no Parque do Povo. Qual teria mais gente?

Os pseudos-conservadores precisam saber que cultura é produto das ações do homem sobre a terra, toda cultura se transforma. Veja que as quadrilhas juninas de hoje não é igual as quadrilhas junina dos anos 60, 70 e 80 quando foi criado "O Maior joão do Mundo em Campina Grande, que ajuntou em um único espaço a cultura a extinta cultura nordestina, das noites de São João que não tem mais aquelas fogueiras porque a justiça proibiu em varias cidades, nem tem mais aqueles balões no ar, como cantava o saudoso Luiz Gonzaga, na música "Olha Pro Céu", que reproduzo à letra abaixo.

"Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo

Foi numa noite igual a esta
Que tu me deste o coração
O céu estava assim em festa
Pois era noite de São João

Havia balões no ar
Xote, baião no salão
E no terreiro o teu olhar
Que incendiou meu coração

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo"






Blog do Gari Martins da Cachoeira






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