Temer pedirá ao STF suspensão de inquérito por gravação 'fraudulenta'


Em pronunciamento em rede nacional, o presidente Michel Temer (PMDB) anunciou neste sábado, 20, que irá pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenda inquérito aberto contra ele por corrupção, obstrução de justiça e formação de organização criminosa.

A estratégia do presidente é contestar a legalidade da gravação apresentada na delação de Joesley Batista, um dos donos da JBS. Segundo Temer, a gravação é "fraudulenta e manipulada". Na gravação, o presidente aparenta dar aval para a “compra” do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e silencia após Joesley o relatar diversos crimes - incluindo a compra de delegados, juízes e procuradores de operações ligadas à Lava Jato.

Temer também fez uma série de críticas ao delator Joesley Batista. "Está livre e solto, passeando pelas ruas de Nova Iorque. E o Brasil, que já tinha saída da mais grave, vive agora dias de incerteza. Ele não passou nem um dia na cadeia, não foi preso, não foi julgado, não foi punido. Pelo jeito não será. Cometeu, digamos assim, o crime perfeito”.

O discurso do presidente foi organizado pela cúpula do Planalto desde a manhã deste sábado, após discurso pela renúncia do presidente voltar a ganhar volume no Congresso. Pela manhã, o PSB, partido com 35 deputados, decidiu sair da base do governo e apoiar a saída do presidente – o que inviabilizaria hoje a aprovação de reformas trabalhista e da Previdência.




O Povo.

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