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Temer diz que não será candidato nem se houver clamor popular. Quem vai clamar se ele sofre rejeição?



O presidente Michel Temer (PMDB) negou nesta segunda-feira a intenção se candidatar a presidente da República em 2018. Segundo ele a “possibilidade é zero” por não ver necessidade. Questionado durante entrevista a rádios regionais se repensaria a questão caso houvesse uma aclamação popular por sua candidatura, disse: “Se povo pedir, vou dizer que cumpri bem minha missão nesses dois anos.”

Pesquisa Datafolha divulgada no início de maio mostra Temer com 2% das intenções de voto nos três principais cenários testados pelo instituto. Ele tem também a maior rejeição do eleitorado – 64% dos pesquisados disseram que não votariam nele -, seguido do petista Luiz Inácio Lula da Silva (45%) e do tucano Aécio Neves (44%).

Sobre a possibilidade de cassação de sua chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014, Temer diz que espera que o processo seja julgado o quanto antes para não atrapalhar o bom andamento econômico do país. Segundo ele, as pessoas que o chamam de golpista não leem a Constituição, pois é um rito normal o vice assumir quando o presidente sofre um impeachment.

Questionado a respeito de projeto no Congresso que prevê a prorrogação de mandato presidencial no Brasil – de quatro para cinco anos, sem reeleição -, o presidente disse que ninguém conversou com ele sobre isso, nem mesmo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas não há menor condição de prorrogação de seu mandato juridicamente.



(Com Estadão Conteúdo)



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