Senado aprova socorro aos Estados, e projeto vai à sanção



O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto de socorro aos Estados em calamidade financeira.

O texto-base foi aprovado por 56 votos favoráveis e 9 contrários. Os senadores rejeitaram três destaques (alterações) que poderiam mudar o projeto.

Como não houve mudanças na proposta aprovada anteriormente pela Câmara, o texto segue para sanção presidencial.

Assim como fez na votação na Câmara dos Deputados, em abril, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) acompanhou a análise do texto desta quarta-feira no plenário do Senado. O Rio é o primeiro da fila de interessados no socorro.

Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais são afetados pelo plano.

O programa de socorro permite que Estados em calamidade financeira deixem de pagar a dívida com a União e com os bancos estatais por três anos. Para o benefício, é preciso que seja feito um ajuste fiscal rigoroso: com privatização de estatais e congelamento de salários de servidores.

O projeto não estava inicialmente na pauta do Senado desta quarta, mas foi incluído após aprovação de um requerimento de urgência, o que desobrigou sua tramitação em comissões.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), recebeu nesta quarta-feira 12 governadores que pediram a aprovação do projeto. O peemedebista combinou com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) que o Senado votaria o projeto de socorro aos Estados nesta quarta e que a Câmara apreciará o projeto de convalidação dos incentivos fiscais na próxima terça-feira (23).
-
Socorro aos Estados

Saiba quais são as contrapartidas exigidas pela Câmara

PRIVATIZAÇÃO

Proposta original

Empresas estaduais de energia, saneamento e bancos poderiam ser privatizadas

O que a Câmara aprovou

Outros ativos podem ser privatizados, e imóveis poderão ser entregues à União
*
SERVIDORES

Proposta original

Estados não podem conceder benefícios a servidores durante a vigência do programa

O que a Câmara aprovou

Podem conceder se aprovarem leis de responsabilidade fiscal limitando as despesas
*
INCENTIVOS FISCAIS

Proposta original

Exigência de redução de 20% nos incentivos fiscais já concedidos a empresas

O que a Câmara aprovou

Redução de só 10%
*
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA

Proposta original

Alta de 11% para ao menos 14% na contribuição previdenciária de servidores

O que a Câmara aprovou

Foi mantida em 11%
*
JUDICIÁRIO

Proposta original

Fundos típicos do Judiciário vão para o Executivo se excederem as despesas do Poder

O que a Câmara aprovou

Excedente de caixa será gerido pelo Judiciário





Folha de S.Paulo, POR TALITA FERNANDES



Nenhum comentário

Aviso: Os comentários serão moderados...

Tecnologia do Blogger.