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'Oposição tentou ganhar no braço', diz Cássio sobre confusão em votação de reforma trabalhista



O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) avaliou a confusão que se deu durante a votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, em Brasília, na última terça-feira (23). De acordo com ele, a briga aconteceu porque a oposição não aceitou a decisão.

"A oposição não conseguiu ganhar no voto e, por isso, tentou ganhar no braço. O que se deu foi uma cena triste. Arrancar de microfones, sopapo para cá, sopapo para acolá", disse o vice-presidente do Senado.

Entenda - Senadores bateram boca e quase entraram em confronto físico quando o governo tentava avançar com a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A leitura do relatório, marcada para esta terça, chegou a ser interrompida depois que parlamentares se agrediram com xingamentos de "bandido" e "vagabundo". A oposição tentou impedir a leitura do relatório por meio de um requerimento apresentado à mesa diretora da comissão. Contudo, o pedido foi rejeitado em votação apertada, por 13 votos a 11.

A confusão começou quando o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tentou subir na mesa e Fátima Bezerra (PT-RN) sentou-se para comandar a sessão.

Randolfe disse para o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) que ele "apoiava um governo corrupto".

O tucano respondeu chamando Randolfe de "bandido", que retrucou: "me respeite, bandido é o senhor". Ataídes se irritou e partiu para cima de Randolfe, chamando-o de "moleque" e "vagabundo".
Ataídes foi retirado da sala por seguranças. Enquanto saía, gritava: "Moleque! Vou te pegar lá fora".

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) saiu em defesa de Randolfe. "Eu tô de segurança porque ele é franzino", disse o petista, enquanto protegia o colega com os braços.

Depois do bate-boca, senadores da oposição formaram um cordão em frente à mesa para impedir a leitura do relatório.

No fundo da sala, sindicalistas que se opõem à reforma trabalhista gritavam palavras de ordem como "Fora, Temer", "Jucá na cadeia" e "Cadê o Aécio?".

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi afastado do mandato na semana passada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sob suspeita de corrupção e obstrução à Justiça. Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista, deixou a sala no meio da confusão, aconselhado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).


Redação com JCnet

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