Michel Temer, a falsa religiosidade e os 10 mandamentos de Maquiavel



O Brasil teve um presidente declarado ateu, foi o Fernando Henrique Cardoso, mas respeitava a religiosidade dominante da nossa nação, o cristianismo, não se desfaçava de religioso, porém se comportava como tal, mas Michel Temer é o contrario.

Em todas as entrevistas nos órgãos de imprensa nacional em suas participações em eventos públicos, o presidente Michel Temer, faz questão de mostrar ao povão que é religioso, entretanto, o mesmo não revela nem define qual o seu perfil de doutrinação, e dogmatismo religioso, se é cristão, macumbeiro, esperita, islâmico, Hara Kristina, satanista ou de qualquer outra religião oriunda do oriente e ocidente.

Na eleição de 2010, Temer era o candidato a vice-presidente na chapa com Dilma, ele foi criitca nas redes sociais por pertencer a comunidade satanista no Brasil. Participando de um culto em uma igrea gospel, Temer falou aos presentes sobre suas origens e pediu atenção sobre as infâmias criadas e plantadas na internet em época eleitoral. Ele destacou:“A internet é uma área livre. Onde são criadas diversas coisas falsas para prejudicar pessoas públicas. Por isso quero pedir atenção para todos vocês no que lêem nesse meio. Muita inverdade tem sido publicada sobre minha pessoa e da candidata Dilma na web. Inclusive questionando minha religiosidade. Peço que respondam lá a verdade”.

Temer se veste com a capa de religioso para conquistar os religiosos e promover seus pacotes de maldades, as reformas trabalhistas quee vem empurrando de goela a dentro e dizendo que está fazendo o bem ao trabalhador. Mas todos sabem que ele é maçom, serve a GADU, o Grande Arquiteto do Universo, que na verdade, a maioria dos maçons são falsos religiosos, faz arte de entidade secreta e usam do misticismo como regra de fé e pratica. A prova disso é que os maçons serve ao deus de cada religião de acordo com a cultura do povo, mas chamam essa divindade de GADU.

Temer e Maquiavel 

Essa tentativa de demonstração de religiosidade Temer, nada mais é que uma farsa, ele segue ao pé da letra o que ensinou Maquiavel, que ensinou que o politico não pode ser religioso dado a constante piedade, mas também não pode ser um irreligioso depravado, tem que parecer ser piedoso, mas ser preparado para fazer o 'mal' quando for necessário, em nome do bem do estado e de sua governabilidade porque  "É mais benéfico aparentar ter boas qualidades do que tê-las realmente." e "Todos vêem o que aparenta ser, poucos realmente sabem o que você é". Logo podemos perceber que Temer tenta parecer ser religiosos para conquistar os que seguem uma religião, e especial o cristianismo. 

Retratando sobre Nicolau Maquiavel, ele nasceu na segunda metade do século XV, em Florença, na Itália, trata-se de um dos principais intelectuais do período chamado Renascimento, inaugurando o pensamento político moderno. Ao escrever sua obra mais famosa, “O Príncipe”, o contexto político da Península Itálica estava conturbado, marcado por uma constante instabilidade, uma vez que eram muitas as disputas políticas pelo controle e manutenção dos domínios territoriais das cidades e estados.

Pregava que o "Politico profissional" deve seguir um modelo de religiosidade, mas não pode ter medo de ser cruel: “Um príncipe não deve, portanto, importar-se por ser considerado cruel se isso for necessário para manter os seus súditos unidos e com fé. Com raras exceções, um príncipe tido como cruel é mais piedoso do que os que por muita clemência deixam acontecer desordens que podem resultar em assassinatos e rapinagem, porque essas consequências prejudicam todo um povo, ao passo que as execuções que provêm desse príncipe ofendem apenas alguns indivíduos”. Dessa forma, a soberania do príncipe dependeria de sua prudência e coragem para romper com a conduta social vigente, a qual seria incapaz de mudar a natureza dos defeitos humanos.

Temido ou amado?


Maquiavel reservou o Capitulo XVII, em seu livro, O Príncipe, para trata da conduta do politico, questionando sobre ser amado e temido. É neste capítulo, que encontramos umas das mais célebres passagens de Maquiavel, segundo o qual, ao príncipe é desejável fazer-se amado e temido. Entretanto, como é difícil combinar ambas as coisas – afirma Maquiavel –, muitas vezes é preciso optar entre um ou outro. Nesta hipótese “é mais seguro ser temido do que amado, quando se tem de desistir de uma das duas”, isto porque “os homens têm menos receio de ofender a quem se faz amar do que a outro que se faça temer” (Príncipe, XVII). É que o vínculo de reconhecimento que mantém o amor é rompido toda vez que há interesse; ao passo que o temor é mantido pelo medo do castigo, que sempre está presente.

O ideal, segundo Maquiavel, é que o príncipe possa agir sempre sem artimanha e violência. “Cada príncipe deve preferir ser reputado piedoso e não cruel; a despeito disso, deve cuidar de empregar adequadamente essa piedade” (Príncipe, XVII). Isto, porém, nem sempre é possível. O príncipe deve parecer clemente, piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso; e sê-lo, mas na condição de o não ser, quando necessário. Ao príncipe é necessário que tenha todas as qualidades acima citadas e que haja segundo as leis, pois qualquer um reconhecerá ser digno de louvor o fato de um príncipe possuir todas as qualidades consideradas boas. Mas a natureza humana é tal que não permite sua prática consistente. Em realidade, os homens são maus, perversos, cruéis; isto é o real. E o príncipe não poderá só querer ser bom, sob pena de incorrer em sua própria ruína, de não atingir seus mais altos objetivos.

Maquiavel cita o exemplo de César Bórgia, na Romanha (Príncipe, XVII), como modelo de sucesso. Por outro lado, Cipião (idem) teve seus exércitos rebelados na Espanha, por sua bondade excessiva, por meio do qual ele concedeu mais liberdade do que seria conveniente à disciplina militar. Aqui, observa Maquiavel, foi o excesso de bondade e a falta de fama da crueldade que levou o exército a se rebelar contra Cipião, pois, sem a crueldade, jamais se terá como manter unido um exército.

Nos Comentários, Maquiavel volta a citar o exemplo de Aníbal e conclui: os homens são movidos ou pelo amor ou pelo medo. Nesse sentido, no exemplo de Aníbal, “o chefe temido consegue melhor obediência do que o que é amado”. Maquiavel indica que a crueldade bem empregada é superior ao excesso de bondade. A primeira traz “vantagens importantes”, caso o líder saiba empregá-la de modo eficiente (MANIERI, 2015, p. 134).

Por estas e outras razões, o príncipe deve aprender a não ser bom pois, “quando um homem deseja professar a bondade, natural é que vá a ruína, entre tantos maus”, mas antes, é necessário que o príncipe “aprenda a ser mau, e que se sirva ou não disso de acordo com a necessidade” (Príncipe, XV). O príncipe “é muitas vezes forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião (...) Procure, pois, um príncipe vencer e preservar o Estado. Os meios empregados sempre serão considerados honrosos e louvados por todos...” (Príncipe, XVIII).

O problema principal está na relação entre o bem e o mal. Se ambos sempre estão juntos e não é possível realizar o bem, sem perpetrar o mal, então este último deve ser monitorado e conduzido com firmeza [...] Por isso se o mal é algo inevitável ao exercício do poder, “não deve o príncipe receá-la” (MANIERI, 2015, p. 134).

É válido aqui ressaltar uma vez mais que, se o príncipe não deve querer apenas ser bom, é porque os homens são maus e perversos, ou seja, Maquiavel trabalha com uma concepção pessimista da natureza humana, propensa ao mal. Por isso, o príncipe deve impor sua força mais pelo temor que pelo amor.

A questão antropológica em Maquiavel é o que leva o pensador florentino a afirmar que é melhor para o príncipe ser temido que amado (BIGNOTTO, 2008). Uma antropologia negativa que enfatiza o aspecto corruto da natureza humana, sua ingratidão, ambição, egoísmo, natureza dissimulada. Ideia que é reforçada logo no início da obra Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio (1982) como podemos ver nesta passagem:

Todos aqueles que se ocuparam com o estudo da vida política, e a história está cheia de exemplos que os apóiam, concordam em dizer que quem quiser fundar uma república e lhe dar leis, deve pressupor que todos os homens são maus, e que usarão da maldade de seu ânimo todas as vezes que tiveram a ocasião (apud BIGNOTTO, 2008, p. 92).

A ordem é impossível sem a coação e é por meio da força que o príncipe deve exercer seu poder se quiser conservar seu domínio. Nas deliberações em que está em jogo a salvação da pátria, não se deve ter qualquer consideração para com o justo ou injusto, o piedoso ou cruel, o louvável ou vergonhoso, há de seguir o caminho que salve a vida da pátria.

A crueldade em Maquiavel está em função do bem público. Se ela for utilizada nesse sentido, então é justificada. Ao comentar sobre os erros da multidão e dos príncipes, salienta que os da multidão podem ser curados com palavras e com um bom exemplo; já os erros dos príncipes só a “espada” pode servir. Abertamente, Maquiavel aconselha o assassinato para remediar o mal, em seu aspecto negativo. Isso porque a crueldade desse péssimo príncipe “persegue todos os que considera inimigos do seu bem particular”. Por isso a má crueldade é aquela que é empregada em prol de um bem particular e não da causa pública (MANIERI, 2015, p. 134).

Em março do corrente ano, Temer concedeu uma entrevista à revista inglesa “The Economist”. Ganhou corpo no  noticiário nacional uma frase que revelou ser adepto e seguidor de Nicolau Maquiavel: “Prefiro ser impopular a ser populista”, remendando "O Principie", ele quis dizer que prefere ser temido que amado, sem querer revelou seu perfil maquiavelista.

Uma das máximas mais citadas de “O Príncipe” está no capítulo XVII. Trata-se da famosa indagação: a um príncipe, a um governante, o que é mais conveniente? Ser amado ou ser temido? Caso você não leia o trecho que segue, a resposta é esta: ser temido. “O príncipe, contudo, deve ser lento no crer e no agir, não se alarmar por si mesmo e proceder por forma equilibrada, com prudência e humanidade, buscando evitar que a excessiva confiança o torne incauto e a demasiada desconfiança o faça intolerável. Nasce daí uma questão: se é melhor ser amado que temido ou o contrário", ele mostra que é melhor ser temido.

Os 10 mandamentos de Maquiavel na vida de Michel Temer

Seus dez mandamentos são a síntese desse pensamento vejam e meditem:

1- Zelai apenas pelos vossos próprios interesses.

2- Não honreis a mais ninguém além de vós mesmos.

3- Fazei o mal, mas finge fazer o bem.

4- Cobiçai e procurai obter tudo o que puderes.

5- Sede miserável.

6- Sede brutal.

7- Lograi ao próximo toda vez que puderes.

8- Matai os vossos inimigos e ,se fôr necessário, os seus amigos.

9- Usai a força, em vez da bondade ao tratares com o proximo.

10- Pensai exclusivamente na guerra

Tem pessoas que, quando analisa os tais mandamentos de Maquiavel, passa a pensa que o mesmo era totalmente ateu, porque seus mandamentos se opõem totalmente aos da Bíblia. Acham que esse era o seu modo "original" de pensar, achando que Maquiavel era um desequilibrado mental e tinha perfil psicopático, o que o fez redigir tais absurdos. É impressionante o fato de haver pessoas tolas o bastante para admirar esse tipo de pensamento! Maquiavel não escreveu os mandamentos de um Rei, e sim os mandamentos que um rei deveria ter, e como deveria ser perante seus subordinados se quisesse conseguir fortuna e virtú.

Esses aspectos eram de um rei de antigamente, Maquiavel criou um livro onde mostrou os mandamentos daquele rei, mas ele não pensava assim, isso era o que um rei pensava e como tratava com seus subordinados, até hoje, quase nada mudou na politica internacional, em especial no Brasil.

É bom ressaltar que nem sempre matar quer dizer tirar a vida, é destruir objetivos pessoais, sonhos e elevações na Politica. Pode ser que com isso, Maquiavel quis dizer matar é o mesmo que destronar, desmoralizar, passar por cima dos inimigos, e quem sabe, amigos que conspiram ou são contra o seu governo.Isso ocorre descaradamente em nosso País em época de eleições quando surgem onda de denuncismo, ações do Ministério Público que gera fatos políticos negativos pra uns e positivos pra outros, para atrapalha determinado politico de ser candidato forte a presidente, senador, deputados, vereador, prefeito e governador, abrindo assim o caminho para outros que manipulam o poder e os meios de comunicação.

Os critico de Maquiavel são hipócritas, pois vemos no comportamento humano, em nome da competição natural, em todo ramo da sociedade, o povo segue mais esses 10 mandamentos de Maquiavel do que os 10 Mandamentos da lei do Deus dos judeus, que se contradiz com o Deus dos cristãos.

Analise dos mandamentos de Maquiavel


1º ZELAI APENAS PELOS VOSSOS PRÓPRIOS INTERESSES:

  • Machiavelli aborda seus interesses primordiais, que ao longo do livro "O Príncipe" deixa claro que são: um exército nacional, boas leis, e evitar o ódio do povo. Ler Capítulo 5,7,13 e 17.
  • Machiavelli no capítulo 5: "Quando os estados que forem adquiridos estiverem acostumados a viver sob leis próprias e em liberdade, existem 3 caminhos: o primeiro é arruiná-lo, o segundo é habitar no estado e o terceiro é permitir que continuem vivendo sob próprias leis".
  • Machiavelli no capítulo 7 ele deixa claro sobre como os interesses do príncipe são de fato o mais importante: "Portanto, aquele que achar necessário se assegurar no seu novo principado, fazer amigos, vencer ou pela força ou pela fraude, fazer-se amado e temido povo, ser seguido e reverenciado pelos soldados, eliminar aqueles que têm poder ou razões para feri-lo, trocar a ordem antiga das coisas por nova ordem, ser severo e grato, magnânimo e liberal destruir uma milícia infiel e criar uma nova, manter a amizade dos reis e dos príncipes, de modo que o ajudem com zelo ou o ofendam com temor, não poderá encontrar melhor exemplo do que as ações do duque". 
  • Machiavelli no capítulo 13 deixa explícito sobre a ordem nacional: "Os exércitos da França, portanto, se tornaram mistos com parte das tropas mercenárias e parte das próprias, tropas estas que, juntas, são muito melhores do que as mercenárias sozinhas ou as auxiliares sozinhas, porém, mesmo assim, muito inferiores ao exército próprio".
  • Machiavelli no capítulo 17 explícita uma frase : "deve apenas se empenhar para evitar o ódio".
  • Machiavelli no capítulo 19 evidencia: "evitar ser odiado e desprezado e mantendo o povo satisfeito".

2º NÃO HONREIS A MAIS NINGUÉM ALÉM DE VÓS MESMOS

  • Temos em mente que não podemos honrar a ninguém, claro que devemos ser cautelosos para sempre administrarmos essa regra com astúcia.
  • Machiavelli diz sobre isso no capítulo 3 em duas passagens, em uma passagem sobre os erros Luis, veja: "Luis tinha, cometido esses cinco erros: eliminou os menos fortes, engrandeceu um dos grandes poderes na Itália, trouxe um poder estrangeiro, não foi habitar no país e não instalou colônias". Na segunda passagem ele extrai uma regra geral: "Aquele que é causa do poderio de alguém se arruína, pois tal poder foi alcançado ou através das astúcia ou da força e ambas são suspeitas para aquele que se tornou poderoso". 
  • No capítulo 13 ele demonstra uma abordagem sobre o que aconteceria de você ganhasse uma guerra com tropas auxiliares: "Tropas mercenárias , o mais perigoso é a covardia; nas auxiliares o heroísmo".
3º FAZEI O MAL, MAS FINGI FAZER O BEM

  • A questão que impera é o fato de que de acordo com a necessidade deve-se sim fazer o mal, com pretexto de fazer uma coisa boa, veremos algumas passagens durante o texto. 
  • No capítulo 8, fala-se sobre o uso da crueldade, Machiavelli diz: "Bem usadas, pode-se dizer daquelas (se do mal for lícito falar bem) às quais se recorre instantaneamente, pela necessidade de manter a própria segurança e que não as utilizadas com persistência, a menos que possam vir a ser favoráveis para os súditos. Crueldade mal usadas são aquelas que, mesmo poucas a princípio, com o decorrer do tempo aumentam, ao invés de se extinguirem". 
  • Machiavelli também diz no capítulo 20 algo surpreendente sobre o uso da maldade a fim de tornar cada vez mais glorioso, veja: "Sem dúvida alguma, os príncipes se tornam grandes quando superam as dificuldades e os obstáculos com que são conformados; e portanto a fortuna, principalmente quando deseja tornar grande um príncipe novo, que tem mais necessidade de adquirir reputação do que um príncipe hereditário, faz que inimigos surjam e façam planos contra eles, para que assim tenham a oportunidade de superá-los e por meio deles subir mais alto pela escada que os inimigos que lhe oferecem. Por essa razão, muitos acreditam que um príncipe sábio, dada a oportunidade, deve procurar incentivar alguma inimizade para que, tendo-a eliminado, possa melhorar ainda mais a sua reputação".


4° COBIÇAI E PROCURAI OBTER TUDO O QUE PUDERES

  • Machiavelli, visa esse conceito de uma forma específica, o que quero dizer é que ele não deixa claro que você deve roubar a todo o custo, saquear a toda hora, mas a cobiça que se demonstra vem a ser uma forma de querer ter o que o outro tem quando isso se aplica ao inimigo, obter tudo dele e agir com extrema liberalidade com as coisas dos outros, veja essa passagem no capítulo 16: " Se alguém replicar dizendo que já dizendo que já existiram muitos príncipes que conquistaram grandes feitos com os sues exércitos, mesmo sendo considerados liberais, eu responderei que ou o príncipe gasta do seu, ou do de seus súditos, ou dos outros. Mais uma passagem, "sua reputação não é prejudicada se você gasta aquilo que é dos outros;pelo contrário, ela melhora. É somente gastar o que é seu que o prejudica".


5º SEDE MISERÁVEL 

  • Machiavelli deixa claríssimo o fato do príncipe ser totalmente miserável, mas é claro que ter essa fama não é prejudicial, logo é bom ter fama de generoso se possível. Sendo liberal você irá se prejudicar de forma vil, veja o pensamento dele na passagem do capítulo 16: "A liberalidade praticada de tal forma que por ela não lhe venha reputação, o fere, porque, se usada de forma honesta e como deve ser usada, ela pode não se tornar conhecida e não evitará a má fama do seu oposto. Portanto, qualquer um que queira manter entre os homens a fama de liberalidade é obrigado a evitar qualquer fama de liberalidade é obrigado a evitar qualquer atributo de ser magnífico, de tal forma que um príncipe que agir assim consumirá em ostentação toda a receita e terá necessidade de, no fim, se quiser manter sua reputação de generoso, aumentar muito os impostos e fazer tudo que puder para obter renda. Isso fará que seus súditos passem a odiá-lo e, ficando pobre, ele será pouco estimado". 
  • Mais uma passagem sobre ser miserável: "Portanto, é mais sábio ter fama de miserável, que é reprovado, porém não causa ódio, do que ser obrigado, ao tentar obter fama de liberal, a ser reconhecido como rapace, o que gera reprovação e ódio".


6° SEDE BRUTAL 

  • Machiavelli nos mostra para sermos brutais no sentido de afastar o perigo como ele deixa claro no capítulo 17, veja essa presságio: "Portanto, um príncipe, desde que mantenha os seus súditos e leais, não deve temer a má fama de cruel, pois, com poucos exemplos, ele será mais piedoso do que aqueles que, por excessiva piedade, deixa acontecer as desordens, que resultam em assassinatos e roubos, pois estes costumam prejudicar todo o povo, enquanto as execuções que emanam do príncipe atingem apenas um indivíduo".
  • Machiavelli deixa um indício sustentável de sua idéia de usar a crueldade: " O príncipe deve inspirar medo de tal forma que, se não conquistar o amor, evitará o ódio".
  • Uma forma bastante curiosa de abordar as situações se passa no capítulo 18: "Você deve saber que existem duas formas de contestar; uma através da das leis e outra através da força", mais um passagem, "Necessário para um príncipe entender como utilizar o lado animal e o lado humano". 
  • Machiavelli faz uso de duas criaturas que podemos se ater : "Um príncipe, portanto, precisando saber bem empregar o animal, deve escolher a raposa e o leão, pois o leão não consegue se defender dos laços e a raposa não consegue se defender dos lobos. Portanto é necessário ser uma raposa para conhecer os laços e um leão para aterrorizar os lobos. Aqueles que agem apenas como leão não entendem como os laços agem".


7º LOGRAI O PRÓXIMO TODA A VEZ QUE PUDERES

  • Essa é uma conduta de Machiavelli é muito interessante, pois vemos no mundo da política um engano, uma falsa aparência de que está tudo bem, no entanto acho prudente enunciar o fato de um pensamento muito radical sobre os seres humanos que particularmente estou de acordo: "Homens, que são ingratos, volúveis, falsos, covardes, avarentos e, enquanto estão ganhando, eles estão com você lhe oferecem o próprio sangue, os bens, a vida e os filhos, desde que, como disse antes, a necessidade de darem tudo isso esteja distante; mas, quando se aproxima se revoltam", veja mais um exemplo: "um senhor sábio não pode guardar sua palavra quando isso é prejudicial a ele e quando as razões de ele ter dito o que disse não existem mais. Se os homens fossem inteiramente bons, esse preceito não se manteria; mas, como são maus e não manterão a palavra deles com você, não há razão para que você também cumpra a sua. Jamais faltara a um príncipe razões legítimas para justificar a quebra da sua palavra".
  • Machiavelli, deixou claro a todos nós que alguns homens são sem caráter, e todos não são bons, portanto devemos sempre enganá-los, ou seja, enganar o povo sempre que puder, veja:"É necessário saber disfarçar bem essa característica e ser um grande simulador e dissimulador: os homens são tão simples e tão sujeitos às necessidades do momento que aquele que procura enganar sempre encontra que m se deixa enganar".
  • Machiavelli demonstra no capítulo 18 sua idéia: "Portanto, desnecessário que um príncipe tenha todas as qualidades ( essas qualidades são, honesto - desonesto, cruel - piedoso, covarde- impetuoso, generoso- miserável) mas é bastante necessário tê-las e sempre possuí-las. E ainda ouso dizer que tê-las e sempre usá-las é danoso, enquanto aparentar ter essas qualidades é útil. Parecer piedoso, fiel, humano, religioso, íntegro, mas com a mente preparada, de modo que, precisando não ser essas coisas, possa e saiba ser o contrário", um pensamento de adaptação sobre o engano que ele menciona: "Portanto, é preciso que ele tenha uma mente disposta a mudar de acordo com os ventos e as variações da sorte, e ainda, como eu disse antes, não deixar de ser bom se possível, mas se necessário, saber então ser o inverso".
  • Machiavelli mas uma vez foca no engano de forma descarada: "um príncipe deve ter muito cuidado para não deixar escapar de sua boca nada que não seja repleto das cinco qualidades antes mencionadas para que ele pareça, para quem ver e ouvir, repleto de piedade, fé, humanidade, integridade, e religião. Nada mais necessário que essa última, já que os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos", atentem-se este presságio "Todos vêem o que aparenta ser, poucos realmente sabem o que você é", e para fechar essa idéia de logro, "O povo sempre se deixa levar pelas aparências e pelos resultados, e no mundo não existe se não o povo, pois poucos encontram um lugar quando muitos não tem onde se apoiar".
  • Machiavelli parece que estava fazendo um psicografia do nosso mundo, pois desde o renascimento (era de Machiavelli) o ser humano sempre será e nunca deixará de ser uma criatura repugnante, fecharemos esse mandamento com o príncipe da época chamado Felipe Aragão, leiam, "Um príncipe dos dias de hoje, que não convém nomear, não prega senão a paz e a fé, e ele é hostil, a ambas as coisas, e, se as tivesse praticado, teria perdido, sua reputação e seu resultado em mais de uma ocasião".


8° MATAI OS VOSSOS INIMIGOS, E SE FOR NECESSÁRIO OS VOSSOS AMIGOS 

  • Machiavelli aborda um tema no capítulo 8 extremante polêmico, sobre conseguir as coisas através da perversidade, esse mandamento trata diretamente de matar os amigos, analisemos como podemos aprender com a psicopatia elevada de Oliverotto de Fermo. Esse homem conseguiu um feito grande, porém a sua estadia no poder fora breve, uma vez que o mesmo não soube argüir de forma inteligente sua falta "extrema de limites", veja agora a passagem: "Oliverotto de Fermo, tendo fica do órfão muitos anos antes, foi criado por um tio materno chamado Giovanni Fogliani e, no início da sua juventude, foi mandado lutar sob o comando de Paulo Vitelli, a fim de que, sendo treinado naquela disciplina, pudesse atingir alguma posição alta na sua profissão militar. Após a morte de Paulo, ele militou sob Vitelozzo, irmão de Vitelli, e em muito pouco tempo, sendo engenhoso e tendo físico e ânimo fortes, tornou-se o primeiro homem de sua milícia. Mas, parecendo-lhe coisa servil ficar sob ordens de outra pessoa, ele decidiu, com a ajuda de alguns cidadãos de Fermo, que achavam mais importante a servidão que a liberdade de sua pátria, e com a ajuda dos Vitelli, ocupar Fermo. Então ele escreveu a Giovanni Foglianni dizendo que, por ter passado muitos anos fora de casa, desejava visitá-lo e de certa forma conhecer o seu patrimônio. E, apesar de não ter trabalhado para adquirir nada fora a honra, para que seus concidadãos vissem como não tinha gasto o tempo em vão, queria chegar com pompa. Iria então acompanhado de cem cavalheiros, de amigos e servidores, e pediu a Giovanni Foglianni que fosse recebido pelos cidadão de Fermo com todas as honras, o que não somente significaria, mas também o próprio Giovanni, já que fora ele quem o havia criado. Giovanni, portanto, não deixou de dar atenção a seu sobrinho e fez com que fosse recebido com todas as honras pelos Fermos. Ele o hospedou em sua própria casa, onde, tendo passado alguns dias e organizado o que era necessário para suas cruéis intenções, Oliverotto preparou um banquete solene para Giovanni Fogliani e os principais homens de Fermo. Quando a comida e todos os outros entretenimentos usuais de tais banquetes haviam terminado, Oliverotto começou um discurso habilidoso, falando sobre a grandeza do papa Alexandre e do seu filho César, e dos empreendimentos deles, o que provocou respostas de Giovanni e dos demais presentes. Repentinamente, ele se levantou dizendo que tais assuntos deveriam ser discutidos em um lugar mais privado e se retirou para um cômodo, e Giovanni e todos os outros o acompanharam. Mal haviam sentado, soldados estavam escondidos apareceram ao redor deles e mataram Giovanni e os demais. Após os assassinatos, Oliverotto montou o seu cavalo, correu a cidade e sitiou o supremo magistrado no palácio, fazendo que o povo, com medo, fosse obrigado a obedecer-lhe e formar um governo do qual se fez príncipe. Ele matou todos os descontentes que poderiam feri-lo e se fortaleceu com novas ordens civis e militares, de tal forma que, durante o ano em que manteve o principado". Ou seja ele matou as pessoas que achavam inimigas pois estavam no poder que ele queria, e ainda se livrou de seu padrasto. Algo extremamente cruel porém de resultados.


9° USAI A FORÇA, EM VEZ DA BONDADE, AO TRATARDES COM O PRÓXIMO

  • Machiavelli diz que esse mandamento não é a toda hora evidentemente, porém ele deixa claro que um estado bom é um estado forte e bem armado, no entanto vejamos o capítulo 6: "não há nada mais difícil de controlar, mais perigoso de conduzir, ou mais incerto de alcançar sucesso do que liderar a introdução de uma nova ordem. Pois o inovador tem como seus inimigos todos aqueles que se davam bem sob as antigas condições, e defensores mornos naqueles que talvez se dêem bem sob novas regras." 
  • Machiavelli conclui dessa forma: "portanto, é assim necessário tomar medidas para que, quando, não acreditem mais, se possa fazê-los crer pela força".
  • Machiavelli no capítulo 16 evidencia isso: "Não existe comparação entre um príncipe armado e um desarmado.


10° PENSAI EXCLUSIVAMENTE NA GUERRA

  • Machiavelli no capítulo 14 fala abertamente e sem rodeios sobre que essa é a matéria que o príncipe deve saber, no entanto eu sugiro que vocês leiam SUN TZU - A ARTE DA GUERRA, excepcional livro de estratégias militares. 
  • Vejamos as passagens que Machiavelli fala sobe essa arte : "um príncipe não deve ter nenhum outro objetivo ou pensamento, nem estudar nada além de guerra e das suas regras e disciplina, pois essa é única arte que compete a quem governa", "A primeira causa você pode perder o governo, é negligenciar essa arte", "Ele nunca deve, deixar que a guerra saia dos seus pensamentos e em momentos e em momentos de paz deve pensar ainda mais no exercícios de guerra do que em momentos de conflitos. Isso ele pode fazer de dois modos: com ação e com estudo".


Por mais que os opositores de Maquiavel queiram contestar os seus ensinamentos, ou melhor, o que ele revelou sobre os bastidores da Politica e todo campo da competição sócio/econômico, eles contestam, mas vivem no dia a dia os 10 Mandamentos do mestre. Empresários, sindicalistas, pais, filhos, lideres religiosos, líder comunitário, todos os políticos, ou melhor, onde existir liderança e liderados, os lideres seguem as normas de Maquiavel as vezes sem conhecer. Mas mesmo assim, fingem ser religiosos, bons, como faz o Temer com seu maniqueísmo politico. Porém, só querem parecer cristão, ninguém que se parecer com religiões das minorias. 

É preciso deixar lado a hipocrisia,  vamos seguir os seus mandamentos, ser bonzinho com quem não merece é dar murro em faca. Mas o mestre ensinou que toda ação do politico deve ser pelo bem do povo que mantem o estado vivo, no entanto, deve manter esse povo na mão porque quem se apoia no povo se apoia na lama. Vemos essa atitude na vida de cada politico brasileiro, em via nacional


Ser amado ou temido (O Príncipe – CAP. XVII)


Blog do Gari Martins da Cachoeira
Com Diegohacker9

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