Contra Dória e Geraldo Alckmin, juristas e psicólogos defendem indiretamente a Cracolândia, o vício e o tráfico



A Prefeitura de São Paulo pediu nesta quarta-feira à Justiça que facilite o processo de internação compulsória de usuários de drogas. De acordo com a lei em vigor desde 2001, esse tipo de internação, que é contrária à vontade do usuário e independente da ação de sua família, depende de uma autorização judicial individual além de um laudo médico que ateste a necessidade da medida. Se for aceita a demanda da prefeitura, a gestão Doria passa a ter autorização para abordar dependentes químicos que estejam na rua com uma equipe multidisciplinar formada por médicos e policiais. Caso o agente de saúde ateste a necessidade de internação, os policiais podem conduzir à força o usuário ao tratamento, sem a necessidade de que cada caso passe por uma avaliação judicial.

Nos bastidores, servidores da Prefeitura comentam que a costura do pedido foi feita com o maximo sigilo para evitar uma reação do Ministério Público, que sempre se posiciona contra medidas que possam ferir a lei antimanicomial. Na pratica, o instrumento permitirá à Prefeitura internar qualquer pessoa indicada pelos médicos municipais, sem que a Justiça se posicione sobre o caso.

Para alguns militantes de Psicologia moderna e agentes do Ministério Público, que tem feito duras críticas à atuação da prefeitura na região, a possibilidade de facilitação da internação compulsória é "um horror", porém não indicam outra forma de solução, só sabem criticar e nada mais.

O promotor Eduardo Valério, responsável por inquéritos civis que investigam a conduta de agentes públicos na Luz,afirmou que: "Ficamos horrorizados com essa notícia de internação compulsória. Isso é um horror, o fim dos tempos. Se a Justiça aceitar, teremos usuários sendo caçados, laçados pela rua, jogados em casas terapêuticas. Seria uma Mancha para a história dessa cidade" revelando indiretamente que prefere ver os drogados vitimas do crack que ser levados para ser tratados, e quem sabe, ressocializados sem precisar viver como zumbir-humano na Cracolândia ou em outros lugares da cidade.

A prefeitura não ode ficar manca perante as criticas dos que não querem solução, é preciso saber que a internação compulsória é um tipo de tratamento considerado excepcional na literatura médica. De acordo com o secretário estadual de saúde David Uip, das 13 mil internações que o estado fez nos últimos quatro anos, apenas 28 foram compulsórias, aquela com autorização da Justiça.

O governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria foram vaiados por um grupo de manifestantes no anúncio de novos investimentos da Parceria Publico-Privada ( PPP) da habitação de revitalização da Luz , região da Cracolândia, em vez de elogia o fim dessa desgraça, os senhores críticos dizem que a forma que o governo do estado e prefeitura estão usando é pura barbaria, mas lá no fundo, eles sabem muito bem que é impossível se combater o tráfico sem ações enérgicas. É o que tem feito o prefeito João Dória, que iniciou no inicio desta semana uma frente para acabar com a abominável ‘Cracolândia’.

O lugar se transformou numa ‘terra sem lei’ em que os traficante e outros criminosos determinavam a desordem debaixo do bigode das policiais e ninguém tinha feito nada para combater esse mal, porém, agora pode voltar a normalidade, o espaço será devolvido a população, não a grupos de criminosos,moradores de rua e drogados.

Esse espaço "reservado para praticar crime legalmente", existe há mais 20 anos e nenhum dos prefeitos de São Paulo nesse período ousou combater esse mal, tão pouco fez os governadores que passaram. Mas agora, Dória resolveu enfrentar essa rede insana que protege o tráfico, o vício e o crime, os chamados pseudos-intelectuais e defensores de "Direitos Manos".

Após o inicio do combate e fim da Cracolândia, os Conselhos Estadual e Federal de Psicologia se posicionaram contra a ação do governo Doria em parceria com o governo do Estado, sobre as medidas tomadas para acabar com a Cracolândia, alegando que seria barbaridade, que os drogados não podia ser levados a força a internação. Contra a opinião dos que não mostram outra forma de resolver aquele problema, uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha demonstra que 70% dos viciados querem se livrar das drogas, mas não tem forças para tal e não farão se medidas firmes não forem tomadas.
Edilson Dantas / O Globo

Acabar com a Cracolândia é um passo importantíssimo, os dependentes desistem de tudo com muita facilidade, são altamente destrutivos e descontínuos e não conseguem construir suas próprias histórias porque o efeito do crack não deixa, ou seja, só deixarão o vício de maneira coercitiva, através da intervenção do estado.

O engraçado é que esses "zumbis drogados" encontram um monte de defensores, mas durante todo esse tempo, nunca ninguém se preocupou com isto, mais fácil sempre foi manter a Cracolândia, o vício e o tráfico com a omissão de agentes de o Poder Público. Entretanto, o  atual prefeito resolveu encarar o desafio, a tarefa não será fácil,  em vez de atrapalhar, deixa  o homem trabalhar.






Blog do gari Martins da cachoeira
Com O Globo






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