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Codificados negam ter recebido salários e gratificações que aparecem em lista publicada



Após a publicação na imprensa, no início da semana, da famosa Lista dos Codificados da Secretaria de Saúde do Estado, começaram a pipocar protestos de pessoas lá relacionadas que garantem nunca ter recebido ou que receberam apenas parte do salário ou gratificação a elas atribuídas no documento.

Também surgiram denúncias sobre pessoas que recebem, mas não trabalhariam ou não cumpririam o expediente integral para a qual receberiam salários elevados ou generosas gratificações.

Codificados são pessoas pagas pelo Estado sem que tenham qualquer vínculo formal de trabalho com os órgãos para os quais foram designados ou onde deveriam prestar serviço. A maioria está lotada na Secretaria Estadual de Saúde (SES).

A lista dos codificados, com a suposta remuneração de cada um, foi divulgada pelo Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado da Paraíba (Sindifisco-PB) com base em documentação fornecida pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).

No interior e na Capital

Na terça (23) e na quarta-feira (24), chegaram ao blog informações segundo as quais em Cajazeiras, por exemplo, um casal de médicos ‘faturaria’ mais de R$ 35 mil por mês (ele, R$ 22 mil; ela, R$ 15 mil), mas não daria metade dos plantões com os quais teria se comprometido junto a um hospital público da cidade.

Já em João Pessoa, circula nas redes sociais a postagem de uma ex-diretora o Hemocentro da Paraíba manifestando sua perplexidade diante da informação de que lhe estava destinada a quantia de R$ 6 mil a título de produtividade do cargo que exercia, quando na verdade receberia apenas a metade daquele valor.

Declaração comprova

Afirmando que nada tem a esconder, a ex-diretora anexou à sua postagem declaração da Secretaria Estadual de Saúde (SES) que confirma o quanto realmente ele recebia de produtividade por dirigir o Hemocentro. Veja a reprodução do post e de comentários sobre o assunto, ambos com os nomes das pessoas propositadamente borrados para preservá-las.



No Clementino Fraga

Já no Hospital Clementino Fraga, também da Capital, o problema seria de outra ordem: um esquema de apadrinhamento que incluiu na folha dos codificados, além de uma aposentada, gente que ganha e não dá plantão, médica com salário de R$ 20,8 mil, enfermeiro(a) recebendo R$ 3.500 (duas vezes mais que um efetivo) e motorista com pro labore superior a R$ 2,5 mil.

Saúde divulgou nota

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou segunda-feira (22) uma nota (reproduzida abaixo) para “rechaçar a exploração irresponsável da lista”, que é de novembro de 2015 e não conteria a “base correta dos dados oficiais”. No final, avisa que processará na Justiça quem fizer “uso e exploração de má fé da lista”.

A Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba vem a público rechaçar a exploração irresponsável de lista, recentemente divulgada, referente a funcionários – muitos deles efetivos – que prestaram ou prestam serviços nas unidades públicas geridas por esta pasta.

Divulgada sob interesses escusos, a lista referente ao mês de novembro de 2015, objetivamente, NÃO corresponde à base correta dos dados oficiais, conforme pode atestar o próprio Tribunal de Contas do Estado.

Entre as inconsistências, a duplicação dos valores referentes aos salários pagos, o que elevou, na lista divulgada, o total dos pagamentos em mais de R$ 8 milhões.

A Secretaria informa que irá adotar providências jurídicas contra os que, de maneira indevida, façam, doravante, o uso e exploração de má fé da lista. E lamenta que os interesses políticos patrocinem a manipulação de dados oficiais para fins suspeitos.



Fonte: Rubens Nobrega




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