“CG - Drive”: Novo aplicativo de transporte privado vai competir com a Uber em Campina Grande

Aplicativo 'CG Drive' oferece transporte de passageiros em Campina Grande


licativo CG Drive oferece serviço de transporte de passageiros em
Campina Grande, na Paraíba (Foto: Artur Lira / G1)
Um aplicativo criado em Campina Grande oferece o serviço de transporte de passageiros, antes mesmo da chegada do Uber à cidade. O 'CG Drive', que permite solicitar motoristas para realizar trajetos específicos, começou a funcionar há 60 dias e tem cerca de 1.500 pessoas cadastradas. A ideia é de um carioca que mora em Campina Grande.

O aplicativo também funciona nas cidades vizinhas, como Lagoa Seca, Queimadas, Massaranduba e Esperança. O CG Drive está disponível para o sistema Android, na Play Store (clique aqui e baixe).

Segundo o superintendente da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) em Campina Grande, Félix Araújo Neto, existe uma lei municipal que proíbe a atividade de aplicativos como o Uber e o CG Drive na cidade, entretanto ele destaca que a legalidade ou não do serviço só deve ser decidida pela Justiça. “A cidade tem essa lei, mas isso deve ir para o judiciário, que vai definir se é legal, através de liminar, como já ocorreu em outras cidades, ou não”, disse ele.

Segundo o dono do aplicativo, Alessandro de Sousa Rocha, 32 anos, que trabalha com tecnologia da informação, a plataforma é parecida com a do Uber, mas foi simplificada para que pudesse ser usada com facilidade pelos usuários. “É bem parecido com o Uber, mas é mais simples. Nossa intenção é que qualquer pessoa, mesmo aquelas que não costumam usar smartphones, consigam acessar o aplicativo e solicitar um carro”, disse ele.

Aplicativo foi criado por Alessandro Rocha, que trabalha com tecnologia da informação (Foto: Alessandro Rocha / Arquivo Pessoal) Aplicativo foi criado por Alessandro Rocha, que trabalha com tecnologia da informação (Foto: Alessandro Rocha / Arquivo Pessoal)

O projeto começou a ser pensado no mês de novembro de 2016 e foram necessários quatro meses para que o aplicativo ficasse pronto e começasse a ser testado. “Resolvemos fazer, pois o Uber ainda não havia chegado à cidade. Nosso objetivo é proporcionar que pessoas mais carentes tenham acesso ao serviço”, disse o idealizador.

Cadastro do usuário

Aplicativo foi criado por Alessandro Rocha, que trabalha com tecnologia da informação (Foto: Alessandro Rocha / Arquivo Pessoal)
Aplicativo foi criado por Alessandro Rocha, que trabalha com
tecnologia da informação (Foto: Alessandro
Rocha / Arquivo Pessoal)
Para fazer o cadastro, o cliente precisa baixar o aplicativo no celular, preencher um formulário simples com nome, e-mail e número para contato telefônico. “Tentamos otimizar ao máximo. Quando o usuário solicita um carro, ele já recebe no celular a rota e o valor que vai pagar, além da foto do motorista, nome, placa do carro, cor e modelo. Orientamos também que o motorista ligue pra o solicitante ao aceitar o pedido”, explica Alessandro.

Cadastro de motoristas

Os motoristas que desejam se cadastrar para oferecer o serviço precisam apresentar documentos pessoais e documentos do carro. O veículo não pode ter mais que 9 anos de fabricação e deve ser de modelo com quatro portas e opcionais completos. Atualmente o aplicativo conta com a disponibilidade de 25 motoristas e outros 15 estão aguardando aprovação de cadastro.

“O processo de seleção do motorista é feito com um padrão de qualidade. Além do ano de fabricação ser recente, o carro tem que está em boas condições de uso. Também é feito um levantamento de antecedentes criminais e averiguada a situação do motorista com a justiça e órgãos de segurança”, disse Alessandro.

Solicitações são acompanhadas por central de monitoramento, em Campina Grande.  (Foto: Reprodução/CG Drive)
Solicitações são acompanhadas por central de monitoramento, em Campina Grande.  (Foto: Reprodução/CG Drive)

Economia

Fazendo um comparativo com o serviço de táxi, o idealizador do aplicativo simula que uma corrida de táxi entre o Centro de Campina Grande e o distrito de São José da Mata (trajeto de cerca de 12 quilômetros) o valor de um táxi iria variar de R$ 50 a R$ 60. Já com o aplicativo, o solicitante pagaria entre R$ 33 e R$ 35.

Taxistas são contra

O presidente do Sindicato dos Taxistas de Campina Grande, José Domingos, disse que a atividade é ilegal e que os órgãos de fiscalização devem impedir a ação. Ele informou que a assessoria jurídica do sindicato já está tomando providências na justiça e destacou que ocorre uma concorrência desleal entre os que fazer serviço pelo aplicativo e taxistas.

“O taxista para trabalhar tem que tirar alvará, tem que ter carro padronizado, precisa enfrentar muita burocracia e tem muitas despesas para se manter legalizado. É muito fácil para quem não tem essas despesas colocar um carro na rua com um aplicativo e fazer corrida pela metade do preço. A gente sabe que pra o cliente é melhor pagar mais barato, mas a concorrência é desleal. A gente até queria ter um preço melhor, mas quando o taxista tira as despesas, o lucro cai muito”, disse ele.




Fonte: G1-PB





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