Ricardo Coutinho nega privatização da Cagepa


O governador Ricardo Coutinho (PSB) negou qualquer interesse de privatizar a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba. A informação sobre a suposta venda da estatal ganhou força depois de matéria publicada pelo jornal O Globo, dando conta da disputa entre grupos habilitados para contratar estudos técnicos em 20 companhias estaduais, entre elas, Cagepa. “Isso é boato. Não existe esse interesse. Agora, não quer dizer que não vá cobrar excelência da empresa”, ressaltou. “Não vou privatizar água”, assegurou.

Os estudos estão sendo contratados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nesta semana, a instituição divulgou aviso de licitação para a contratação dos estudos que vão desenhar o melhor modelo de concessão à iniciativa privada para a Cagepa. Até agora, 18 estados aderiram ao programa de concessões em saneamento do banco. Deste total, apenas Paraíba, Rio Grande do Norte e Pará foram aprovados pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), do governo federal.

Desestatização

A negativa de interesse na privatização dos serviços de abastecimento de água e esgotos, feita pelo governador, se mantém na linha das garantias dadas por ele antes. Apesar disso, não anula a discussão sobre algum nível desestatização dos investimentos. O secretário de Infra-estrutura, Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia do Estado, João Azevedo, trata de esclarecer que há muita confusão sobre um tema ainda sem parecer técnico de qual é o melhor modelo de gestão para a Paraíba.

Azevedo explicou que a consultoria contratada pelo BNDES vai indicar, de acordo com as particularidades da Paraíba, se o melhor é a adoção de Parceria Público Privada (PPP), Programa de Parceria de Investimentos (PPI), a disponibilização de ativos da Cagepa ou nenhuma das opções. Os estudos serão contratados agora e o resultado disso só vai sair daqui a um ano ou mais, reforça o secretário. As parcerias são vistas pelo estado como forma de capitalizar a companhia para buscar a universalização dos serviços.

“O que o estado assinou com o BNDES foi um termo de cooperação para que o banco contrate uma consultoria e faça um estudo sobre saneamento básico na Paraíba, água e esgotos, e, diante deste estudo, apresente propostas para a universalização”, ressaltou João Azevedo. Ele lembrou que a situação do esgotamento sanitário no país é muito preocupante, já que só a metade dos brasileiros têm acesso a rede coletora de esgotos.




Suetoni Souto Maior 



Nenhum comentário

Aviso: Os comentários serão moderados...

Tecnologia do Blogger.