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Após mandar soltar o goleiro Bruno, Justiça libera Edinho, filho de Pelé


Ex-atleta foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a 12 anos por lavagem e associação ao tráfico; com decisão, Edinho deverá aguardar julgamento definitivo em liberdade.


O ex-goleiro Edinho, filho de Pelé (Foto: Reprodução/TV Globo)


Preso na última sexta-feira (24), em Santos, litoral paulista, por crime de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas, o ex-goleiro Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, foi solto nesta quarta-feira (1º), por determinação do ministro Antonio Saldanha Palheiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na sexta-feira, enquanto Edinho se entregava à Polícia, a Justiça mandava colocar em liberdade o goleiro Bruno Fernandes de Souza, rx-Flamengo, acusado de mandar matar a modelo Eliza Samúdio.

O ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), entendeu que Bruno teria passado tempo demais na cadeia para uma prisão preventiva.

Entenda o caso:

Edinho foi preso pela primeira vez em 2005 (detido com outras 17 pessoas) acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas comandada por Naldinho, na Baixada Santista. Após seis meses em prisão provisória, o ex-atleta foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em janeiro de 2006, o ex-goleiro teve a prisão decretada com o aditamento da denúncia, que passou a incluir o crime de lavagem de dinheiro. Edinho obteve o direito de permanecer em liberdade por causa de uma decisão do STJ. Em fevereiro, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro, o que resultou em uma nova prisão, 47 dias após conseguir a liberdade.
Depois disso, a Justiça vinha negando com frequência os pedidos de liberdade feitas por Edinho.
A condenação

Em 30 de maio de 2014, o ex-goleiro foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas por decisão da juíza Suzana Pereira da Silva, auxiliar da 1ª Vara Criminal de Praia Grande.

Edinho, então, foi preso em 7 de julho daquele ano por não ter apresentado o passaporte dele à Justiça, uma das exigências para permanecer em liberdade até a decisão final da Justiça. Posteriormente, a defesa de Edinho conseguiu um habeas corpus para liberar o cliente.
Em novembro do mesmo ano, o ex-goleiro foi detido no Fórum de Praia Grande, após cumprir a medida cautelar que exigia que ele comparecesse mensalmente em juízo e registrasse a rotina. Edinho foi solto no dia seguinte. A Justiça acatou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.


(com Agências) Por Renan Ramalho, G1, Brasília


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