A dor de barriga, a cagada e o gato no cemitério



 Quando criança acreditava em vida após a morte e tinha medo de passar perto de cemitério durante a noite.

Por volta do fim dos anos 70, um pequeno parque de diversão se instalou na esquina das Ruas Pedro da Costa Agra com Dom Bôsco, no início da subida na ladeira do Cemitério São José, no Bairro Jose Pinheiro, na Zona Leste de Campina Grande.
Esse pequeno parque era muito humilde e pertencia a um moço chamado 'Carrin' e tinha apenas aparelho de aviãozinho, chicrinhas que rodavam com crianças e as famosas Canoas que eram usadas como balanço por crianças, jovens, velhos e adultos como meio de diversões. Nessa época eu pedia esmolas, o dinheiro que ganhava entregava todo a minha mãe pra ela comprar alimentação para matar a fome da minha família. Ela me dava uns trocados e eu aproveitava para ir rodar nos aviãozinho, chicrinhas e balançar nas Canoas perto do Cemitério de José Pinheiro.

Certa feira comi no almoço um belo e gostoso prato de tripa de galinha misturado com xerêm de milho que muitos usam para alimentar os porcos, mas era o prato principal que por muitos anos não nos deixou morrer de fome perante a gestão grande crise financeira que assolava o nosso País.

Como disse antes, comi um belo prato de tripa de galinha com xerêm que me deu uma tremenda dor de barriga, a famosa "barriga inchada". Mas mesmo com muita flatulência e vontade de defecar inventei em ir ao parque mais o meu saudoso irmão Carrin que tinha o mesmo apelido do dono do parque.

No momento em que subi na canoa pra balançar quase caguei nas calças devido a forte dor de barriga causada pelas muitas grachas das tripas de galinha. Enquanto mais a canoa balançava mais os peidos saíam. Pedi pra Pará a canoa e saí correndo a procura de um lugar escondido pra poder cagar. Só que o único local adequado era dentro do Cemitério do Zepa, mas eu tinha o maior medo de fantasmas e Espírito de morto. Porém a dor de barriga falou mais alto, então subi no baixo muro do Cemitério e quando ia pulando pra dentro vi uns tonéis usados como depósito d'água,  mas não vi o danado do gato em cima do tonel. No momento em que eu tentava pular o muro para poder cagar, o gato teve tanto medo da minha pessoa que deu um tremendo pulo da gota cerena que eu levei uma queda da bichiga que quase caguei nas calças no pé  do muro do Cemitério pois pensei que o gato era um fantasma que veio do inferno ou do céu para me assombrar e não deixa-me cagar dentro do Cemitério.

Quando persebi que era um gato em vez de um fantasma, pulei o muro e dei uma tremenda cagada ao lado de um tumulo dentro do Cemitério. Alivieia a barriga e voltei ao parque. Contei aos amigos e irmão o medo que tive do gato, eles ficaram sorrindo e tirando onda com minha cara chamando-me de  "Caçador de Cemitério ".

Essa zexperiência em cagar a noite dentro de um cemitério e o medo que tive do gato me fez perder a crença em fantasma, espiritos de mortos, vida após morte e medo de cemitério.


Blog do Gari Martins da Cachoeira



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