Produto do Meio

Produto do Meio



Dormindo debaixo da lua
Com frio no meio da rua
Acordei debaixo do sol
Descoberto sem cobertor.


Sentindo o cheiro da dor
Do sofrimento existente
Que reinava em minha mente
Dominando o meu corpo inteiro.


Gerando em mim o medo

De crescer para sobreviver.
Fico parado ou devo correr?
Parado não posso ficar


Se correr não poderei escapar,
E então o que fazer?
Ficarei fixado no meio.
Pois no mundo sempre é assim


O futuro é o nosso passado
E nós os pobres coitados
Somos o produto do meio.






08/01/2006


“Nem desejo se considere presunção se um homem de baixa e ínfima condição
Ousa discorrer e estabelecer regras a respeito do governo dos príncipes”

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